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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de dezembro de 2016. Atualizado às 20h05.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Alterada em 19/12 às 21h07min

Venezuela envia soldados para reforçar segurança após saques no fim de semana

O governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou nesta segunda-feira 3 mil soldados para o Estado de Bolívar, no sudeste do país, após pessoas desesperadas pela perda de valor de boa parte das moedas em circulação saquearem lojas e casas no fim de semana.
Os distúrbios tiveram como principais alvos os imigrantes chineses, que controlam muitos dos mercados na capital, Ciudad Bolívar, e nas cidades próximas. "Tudo ficou uma ruína", disse Juan Carlos Ho, perto do supermercado China Cham na cidade de Sifontes, alvo de saques. Segundo ele, foi roubada toda a mercadoria e também os aparelhos de ar-condicionado.
Uma importante aliada econômica da Venezuela, a China pediu nesta segunda-feira para que o regime de Maduro proteja os imigrantes chineses e suas propriedades. "A China está muito preocupada com o desenrolar da situação na Venezuela", afirmou um porta-voz da chancelaria em Pequim.
Os saques, porém, foram bem além dos negócios dos chineses. Mercados em geral e lojas foram destruídps pelas pessoas. O ministro do Interior venezuelano, Nestor Reverol, disse que mais de 400 pessoas foram detidas no fim de semana pelo país após episódios de saques em cidades do extremo oeste, como Maracaibo, e também no leste. Cerca de 300 foram detidos em Bolívar, Estado quente e rico em minerais que nos últimos meses tem sido palco de distúrbios e violência.
O problema começou após Maduro decidir na semana passada invalidar a cédula de dinheiro mais usada no país, a de 100 bolívares, para combater o que qualificou como especulação cambial. Isso enfureceu muitos venezuelanos, que de repente viram seu dinheiro sem valor algum dias antes do Natal.
O governo havia prometido implantar moedas novas, de valor mais alto, até a sexta-feira, mas não conseguiu cumprir o prazo. O pânico gerou distúrbios no país que já enfrenta a falta de alimentos, a maior inflação do mundo e uma grave crise econômica.
Diante dos distúrbios, Maduro atrasou até 2 de janeiro a perda de validade das cédulas de 100 bolívares. Muitas pessoas, porém, reclamam, já que poucos lojistas aceitam um dinheiro que sabem que em breve não terá valor.
Ciudad Bolívar foi a mais atingida, com ataques contra 350 lojas no fim de semana, segundo a câmara de comércio local, Fedecámaras Bolívar. Casas também foram saqueadas e autoridades impuseram um toque de recolher no sábado.
Congressista da oposição do Estado, Américo de Grazia disse que os saques não foram movidos pela xenofobia, mas sim pelo desespero. Ele notou, porém, que os protestos contra o governo "terminaram como um ato de barbárie".
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