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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h59.

Jornal do Comércio

Internacional

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Mercosul

Notícia da edição impressa de 15/12/2016. Alterada em 14/12 às 20h20min

Sem convite, chanceler venezuelana é barrada em reunião na Argentina

Manifestantes realizaram protesto na entrada do Palácio San Martín

Manifestantes realizaram protesto na entrada do Palácio San Martín


EITAN ABRAMOVICH/AFP/JC
Brasileiros e venezuelanos realizaram protesto na manhã de ontem na entrada do Palácio San Martín, em Buenos Aires, na Argentina, onde ocorreu o encontro de chanceleres dos países membros do Mercosul. Os manifestantes pediam a reintegração da Venezuela ao bloco, do qual se encontra suspensa desde o início do mês. A representante de Caracas esteve presente, mas foi impedida de participar da reunião.
O desligamento da Venezuela se deu devido ao descumprimento do protocolo de adesão, segundo informaram na ocasião os outros quatro membros do bloco: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. 
O país tinha quatro anos para incorporar centenas de normas de integração, mas não conseguiu. Os venezuelanos anunciaram, de última hora, que iriam tomar as medidas necessárias, mas o prazo venceu, e o país foi suspenso.
A suspensão jamais foi aceita pela Venezuela. Tanto não foi que a chanceler do país, Delcy Rodriguez, foi a Buenos Aires mesmo sem ter sido convidada. Em frente ao palácio, disse que considerava a reunião "ilegal" e uma manobra para transferir a presidência do bloco, que caberia agora à Venezuela, para a Argentina. Delcy chegou à reunião, mas foi recebida à parte, pela argentina Susana Malcorra, no prédio anexo da chancelaria, ao lado do Palácio San Martín. Em diversas ocasiões, ela acusou Argentina, Brasil e Paraguai de formarem uma aliança de direita contra o seu país.
Por volta das 11h (12h de Brasília), o chanceler do Brasil, José Serra, chegou ao local e foi recebido com um coro de pessoas gritando: "golpista, golpista". O Palácio San Martín ficou cercado por forças policiais durante a reunião. A Argentina ocupará a presidência pro tempore do Mercosul nos próximos seis meses.
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