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Porto Alegre, domingo, 11 de dezembro de 2016. Atualizado às 16h15.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

Alterada em 11/12 às 17h15min

Atentado contra catedral cristã mata ao menos 25 fiéis no Cairo

A bomba explodiu durante a missa, em uma ala reservada às mulheres

A bomba explodiu durante a missa, em uma ala reservada às mulheres


KHALED DESOUKI/AFP/
Agência Brasil
Ao menos 25 pessoas morreram na manhã deste domingo (11) em um atentado à bomba contra a Catedral São Marco, dos cristãos ortodoxos coptas, no Cairo. A bomba explodiu durante a missa, em uma ala reservada às mulheres. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque até este momento.
O saldo de vítimas não para de aumentar. As operações de resgate ainda continuam na interior da igreja, informa a televisão estatal egípcia. Ao menos 49 pessoas ficaram feridas. A maioria das vítimas é mulher, segundo a Rádio França Internacional.
“A explosão aconteceu no momento em que o padre nos chamou para a oração”, contou Emad Choukry. Ela disse que, apesar da destruição e da poeira que dificultava a visão, conseguiu chegar até a porta e escapar. “As pessoas gritavam e havia muitos corpos no chão”, relatou.
A forte explosão, provocada por uma bomba de 12 kg de TNT, foi ouvida em toda a região. Nenhum grupo reivindicou até o momento o ataque. Mas nas redes sociais o anúncio do atentado provocou uma onda de comemoração dos simpatizantes do grupo Estado Islâmico.
O imã do Egito, Al-Azhar, condenou a explosão na catedral. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, prestou sua solidariedade ao Egito diante desse “atentado odioso”.

Maior comunidade cristã do Oriente Médio

Os coptas ortodoxos do Egito são alvo de atentados frequentes. Eles representam 10% da população do país e são a maior e uma das mais antigas comunidades cristãs do Oriente Médio.
No entanto, eles são pouco representados no governo e em setores importantes da sociedade, como a justiça, universidades ou polícia.
O aumento do islamismo radical no país agrava o sentimento de marginalização dos coptas, principalmente após a queda do presidente Hosni Moubarak, em fevereiro de 2011, que provocou uma onda de insegurança no país.
As forças de segurança egípcias combatem uma insurreição islâmica baseada no norte do Sinai, mas que com frequência realiza ataques no Cairo e em outras cidades do país. Na última sexta-feira (9), seis policiais morreram na explosão de duas bombas.
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