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Porto Alegre, terça-feira, 03 de janeiro de 2017. Atualizado às 16h03.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 03/01/2017. Alterada em 02/01 às 21h22min

Protetor solar deve ser utilizado o ano inteiro

Mesmo na cidade, indicação é não abrir mão da proteção solar

Mesmo na cidade, indicação é não abrir mão da proteção solar


GABRIELA DI BELLA/ARQUIVO/JC
Suzy Scarton
O câncer de pele é a neoplasia que mais mata, tanto no Brasil como no mundo. Com a chegada do verão, a exposição ao sol é mais frequente e, por isso, se destaca a importância do uso de protetor solar, medida que deve ser adotada durante o ano todo.
Anualmente, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) registra 135 mil novos casos de tumores de pele, que correspondem a 25% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. Em 2016, o instituto estima que tenham surgido mais de 180 mil novos casos no País, entre melanomas e não melanomas. 
Existem três tipos de câncer de pele: o melanoma, o mais grave e letal, que se espalha rapidamente pelo organismo e resiste à maioria dos tratamentos; e os carcinomas, que podem ser espinocelulares ou epidermoides e basocelulares. Os dois últimos são mais frequentes e, geralmente, a retirada do tumor costuma ser suficiente para garantir a cura ao paciente. Já a letalidade do melanoma, pela chance de metástase, é bastante alta. 
Oncologista e pesquisador do Hospital Mãe de Deus, Stephen Stefani destaca que o maior fator de risco para o desenvolvimento da neoplasia é a exposição ao sol - mais precisamente, ao raio ultravioleta (UV). "A pessoa pode não estar exposta ao sol, mas o raio passa pelo guarda-sol, pela roupa e até pelo vidro do carro. Então, o ideal é se proteger com filtro solar o tempo inteiro", afirma. "As pessoas se expõem ao sol no período em que há exposição mais intensa ao UV, e o impacto é cumulativo. A radiação que eu peguei com cinco anos de idade está presente até hoje no meu organismo", explica.
A dermatologista do Hospital Moinhos de Vento Fabiane Kumagai alerta que é preciso proteger especialmente os recém-nascidos. "De zero aos seis meses, o bebê deve ficar embaixo do guarda-sol, com camiseta e chapéu. Dos seis meses aos dois anos, pode usar filtros físicos ou inorgânicos, que refletem a luz e são mais protetivos à pele sensível. Depois, é possível usar uma combinação entre o físico e o químico, mais próprio para a criança", esclarece. Ela ressalta que existem peças de vestuário, como camisetas, chapéus e óculos que possuem proteção especial contra os raios UV. Pessoas com pele e olhos claros possuem mais chance de desenvolver câncer de pele do que morenos e negros.
Os profissionais explicam que a visita periódica ao dermatologista é importante para o diagnóstico precoce. No entanto, os cânceres de pele se manifestam por meio de alguns sintomas que podem ser facilmente reconhecidos. Os sinais de alerta do melanoma são as manchas assimétricas, com bordas irregulares, que variam entre três cores e apresentam mais de seis milímetros de diâmetro. Sinais que sangram, que crescem ou que coçam também servem de alerta. Para o carcinoma, o principal quadro clínico é uma ferida, geralmente em áreas expostas ao sol, que nunca cura. A indicação dos médicos é, ao se expor ao sol, evitar o horário das 10h às 16h e abusar do filtro solar, com fator de proteção solar 30 ou superior.
 
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Comentários
Nelson Noschang 03/01/2017 14h07min
Esta questão do protetor solar é mais uma das tantas palhaçadas sem graça que temos que aturar nesse país. O câncer de pele é algo gravíssimo e um problema de saúde pública. O absurdo preço dos protetores proíbe a população de baixa renda adquiri-lo. O governo ganha com os impostos mas devolve este valor e muito mais para tratar dos doentes. E os laboratórios e farmácias batem palmas e espiam na condição de abutres.