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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h49.

Jornal do Comércio

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 28/12/2016. Alterada em 27/12 às 22h04min

Redenção já está 100% monitorada por câmeras

Parque está sendo observado no Ceic (foto), no Centro de Operações da Guarda Municipal e pela SSP

Parque está sendo observado no Ceic (foto), no Centro de Operações da Guarda Municipal e pela SSP


JC
Isabella Sander
Um dos parques mais queridos de Porto Alegre, a Redenção também provoca medo em quem o frequenta, tanto que os últimos anos foram permeados de discussões a respeito de como deixar o local mais seguro contra assaltos. A Câmara de Vereadores chegou a aprovar a realização de um plebiscito, durante as eleições de 2016, para a população decidir se queria o cercamento físico do parque ou não. A consulta não foi realizada por falta de verba e perdeu força diante do cercamento eletrônico promovido pela prefeitura.
Desde ontem, a Redenção está 100% monitorada pelo Centro Integrado de Controle (Ceic), pelo Centro de Operações da Guarda Municipal e pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP). "Esse é um velho desejo. Trabalhamos muito para chegar no dia de hoje. Primeiro, tínhamos uma parceria com o Ministério da Justiça, que infelizmente acabou, por falta de recursos do governo federal. Fomos em busca de um novo parceiro, e o governador do Estado, José Ivo Sartori, se empenhou pessoalmente em conseguir esse financiamento", revelou o prefeito José Fortunati durante solenidade de inauguração do sistema de monitoramento.
O custo do cercamento eletrônico da Redenção e do Parque Marinha do Brasil, a ser realizado no próximo mês, é de R$ 1,7 milhão financiado pelo Banco de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Badesul), com contrapartida de R$ 170 mil do município. São 21 câmeras de vigilância instaladas na Redenção, somadas a outras cinco já existentes, e nove no Marinha, acrescidas a outras seis já instaladas.
A intenção de Fortunati é sepultar a ideia já antiga de cercar fisicamente a Redenção, proposta pelo vereador Nereu D'Avila (PDT). "O cercamento físico não garante a segurança interna. Coloca restrições, mas as pessoas poderiam entrar. Não haveria uma porta de acesso dizendo quem pode e quem não pode entrar. O cercamento eletrônico funciona ao contrário: monitora a todos, em toda a extensão do parque. É muito mais adequado e tem um olhar muito maior sobre cada metro quadrado do parque, dando mais segurança a toda a população", avaliou o prefeito.
As 26 câmeras estão espalhadas pelos 37 hectares da Redenção. Além de oferecer maior sensação de segurança, a prefeitura também quer evitar as pichações recorrentes. "Os pichadores continuam depredando os nossos monumentos, o que, infelizmente, é algo muito cotidiano", lamentou Fortunati.
O videomonitoramento conta com a tecnologia da Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa). "Implantamos no cercamento eletrônico uma tecnologia que vem sendo desenvolvida por nós há muito tempo. Com isso, a Redenção ganhou olhos", destacou o diretor-presidente da Procempa, Mario Teza.
O secretário municipal de Segurança, Juarez Fraga, destacou que as câmeras de vigilância darão mais proteção aos alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e do Colégio Militar de Porto Alegre, localizados nas cercanias do parque. "Temos áreas que, devido à arborização, não serão totalmente visíveis. Porém o cercamento eletrônico é de 100% e certamente contribui", defendeu.
Segundo Fraga, os cinco equipamentos já instalados seguem funcionando, mas não eram tão eficazes para prisões, porque os criminosos conheciam suas localizações e os evitavam. Contudo, com o acréscimo dos 21 novos aparelhos, o ocultamento se tornará mais difícil.
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