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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de dezembro de 2016. Atualizado às 13h15.

Jornal do Comércio

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Educação

Notícia da edição impressa de 14/12/2016. Alterada em 13/12 às 21h35min

Conselho quer esclarecer briga no Julinho

Vidraças foram quebradas e área está interditada

Vidraças foram quebradas e área está interditada


JC
Igor Natusch
A situação ocorrida na segunda-feira no interior do Colégio Júlio de Castilhos (Julinho), em Porto Alegre, quando uma confusão entre alunos e policiais militares provocou a suspensão temporária das aulas, será alvo de investigação por parte do Conselho Estadual de Educação (Ceed). "Nosso sentimento é de quase não acreditar no que aconteceu. O conselho não vai se omitir diante disso, nem poderia", garante o presidente Domingos Buffon. Um ofício deve ser encaminhado à Secretaria Estadual de Educação (Seduc) pedindo esclarecimentos sobre os procedimentos adotados durante o incidente, que deixou feridos e causou danos materiais.
Conforme a Seduc, o tumulto se iniciou durante uma aula de Educação Física. "Um estudante teria tentado agredir outros dois, quando foi contido pelo professor. O aluno, então, teria agredido verbalmente o professor, que pediu a intervenção da vice-direção. O mesmo estudante, em seguida, teria tentado agredir a vice-diretora, que acionou a Brigada Militar (BM). O aluno, por fim, teria reagido e investido contra um dos policiais militares, que o algemou", afirma a secretaria, em nota. Depois disso, segundo a Seduc, um grupo de alunos questionou a ação da BM.
O quadro ficou tão grave que houve pedido de reforços, e as aulas foram suspensas até o fim do turno. Conforme o major Macarthur Vilanova, subcomandante do 9º BPM, o reforço solicitado não teria entrado na escola, uma vez que a ocorrência já havia se encerrado, e os danos e ferimentos foram causados pelos próprios alunos durante a confusão.
Vídeos do ocorrido mostram policiais forçando passagem entre alunos a golpes de cassetete, além de perseguirem alguns jovens durante a confusão. A Brigada encaminhou um dos envolvidos à Delegacia de Polícia para Crianças e Adolescentes, enquanto outro foi conduzido em uma viatura ao Hospital de Pronto Socorro (HPS).
Domingos frisa que os incidentes e a presença de policiais na escola "contrariam completamente" uma série de normas e resoluções emitidas pelo Ceed, que tratam da valorização dos direitos humanos e do envolvimento da comunidade escolar na resolução de conflitos entre alunos, até mesmo como elemento pedagógico junto aos estudantes. As imagens, diz o presidente, dão indícios de "muita truculência" na ação da BM.
"Deixo claro que ainda não temos o relato da secretaria, não sabemos quanta responsabilidade teve a direção na entrada desses policiais. Tudo precisa ser melhor esclarecido, mas é impossível não se indignar com o que aconteceu dentro de uma escola, que deve ser um espaço de convivência. Indisciplina não pode ser confundida com ato infracional", acentua.
Coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, Mariana Py Muniz Cappellari diz ter conhecimento de que alguns alunos registraram boletins de ocorrência após o caso. Agora, o órgão aguarda a manifestação de alunos para abrir expediente e apurar as responsabilidades.
"A partir das imagens, podemos atuar junto às corregedorias e ao Ministério Público (MP-RS), mas a manifestação dos alunos ainda é importante, em especial para eventuais ações indenizatórias", afirma. Até o fechamento da matéria, o MP-RS não registrava nenhum pedido de inquérito sobre o caso, seja na Promotoria de Infância e Juventude, seja em tribunais militares. O secretário estadual de Educação, Luís Alcoba, receberá a direção do Colégio Júlio de Castilhos hoje para analisar o ocorrido.
 
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Comentários
Anselmo Heidrich 22/12/2016 11h56min
A presença da BM nas escolas "contraria completamente" normas e resoluções que visam garantir os Direitos Humanos? E como a BM conteria uma situação de violência em que investiram, PREVIAMENTE, contra a própria BM? Com flores? Sabe por que sempre se acusa a ação policial como errada nessas situações? Simples: porque se desvia o foco dos responsáveis pelo processo educacional. Ou vcs acham que EDUCAÇÃO se limita ao ensino proposto no currículo? Pedagogos que abdicaram da tarefa de punir PESAM.