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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de dezembro de 2016. Atualizado às 17h19.

Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 08/12/2016. Alterada em 08/12 às 18h20min

População idosa é a que mais cresce em Porto Alegre

Porto Alegre está se transformando, cada vez mais rapidamente, em uma cidade de idosos

Porto Alegre está se transformando, cada vez mais rapidamente, em uma cidade de idosos


MARCO QUINTANA/JC
Igor Natusch
Porto Alegre está se transformando, cada vez mais rapidamente, em uma cidade de idosos. O grupo populacional acima de 60 anos é o que mais cresce na Capital, conforme aponta a publicação. "As condições sociais da população idosa de Porto Alegre", divulgada ontem pelo grupo ObservaPoa, que trabalha com indicadores socioeconômicos relacionados ao município. Entre os anos de 2000 e 2010, o número de idosos cresceu quase 32%, e hoje soma cerca 15% da população total da Capital - o maior percentual entre todas as capitais do País.
"A quantidade de idosos em Porto Alegre está crescendo quase dez vezes mais rápido que a média geral da população", afirma o coordenador do ObservaPoa, Rodrigo Rangel. Os dados foram compilados a partir de uma série de fontes, cruzando dados do Instituto Brasileiro de Geologia e Estatística (IBGE) com órgãos municipais e registros administrativos da prefeitura.
Levando em conta as regiões do Orçamento Participativo (OP), o Centro e o Noroeste são as que apresentam maior percentual de idosos, com 21,7% e 19,7%, respectivamente. Do total de moradores acima de 60 anos da cidade, 62,5% se diziam responsáveis pelo domicílio onde vivem, e mais de 43 mil idosos de Porto Alegre (uma em cada cinco pessoas dessa população) declararam que moram sozinhos. Os idosos também constituem 7,5% da população de rua da Capital.
O aumento da terceira idade em Porto Alegre também acaba tendo impacto no sistema de saúde. Segundo os dados, 57% da população idosa apresenta uma ou mais deficiências, sendo problemas visuais e motores os mais comuns. Há também números relativos a violações de direitos humanos: em 2015, foram registradas 347 denúncias envolvendo a pessoa idosa, em torno de 15,6% do total. As violações mais comuns foram negligência (40%) e violência psicológica (25,7%), a maioria cometida contra mulheres, e os responsáveis quase sempre são pessoas próximas, em especial os filhos, que somam mais de 48% dos casos no ano passado.
O principal objetivo do levantamento, segundo o coordenador do ObservaPoa, é oferecer dados que ajudem no desenvolvimento de políticas públicas. "O idoso não costuma ser um grande alvo dessas políticas, talvez porque tenhamos ainda essa visão do Brasil como um país de jovens", afirmou Rangel. "Mas a mudança no crescimento populacional foi muito rápida, e tornar mais acessíveis essas informações pode favorecer decisões políticas mais assertivas."
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