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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de dezembro de 2016. Atualizado às 14h47.

Jornal do Comércio

Perspectivas 2017

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AMÉRICA CENTRAL

Notícia da edição impressa de 23/12/2016. Alterada em 23/12 às 15h50min

Sem Fidel, Cuba pode tomar novos caminhos

Juliano Tatsch
O futuro de Cuba passa intrinsecamente pelo ano que se encerra. Em 2016, a ilha se reaproximou dos Estados Unidos, após 54 anos - com a reabertura das embaixadas em Washington e Havana e a histórica visita do presidente Barack Obama ao país latino -, e chorou a morte de seu icônico líder revolucionário, Fidel Castro, aos 90 anos de idade.
O reatamento das relações diplomáticas com os EUA acendeu uma chama de esperança no fim do embargo econômico praticado por Washington contra Cuba, que restringiu o comércio entre os dois países e resultou em um isolamento econômico da ilha, condenando o país ao atraso tecnológico. A aproximação promovida por Obama e Raúl Castro foi vista como o primeiro passo de um caminho que, se tudo ocorresse como desejado pelas duas lideranças, acabaria com o embargo e fecharia a prisão de Guantánamo - promessa de campanha de Obama quando foi eleito pela primeira vez, em 2008, e que não avançou no Congresso norte-americano.
A reaproximação, porém, passou a ser vista com certa desconfiança a partir do dia 8 de novembro, quando o bilionário Donald Trump surpreendeu o mundo ao ser eleito presidente dos Estados Unidos. Com um discurso nacionalista, com os olhos voltados para dentro do país, exaltando a necessidade do fortalecimento econômico norte-americano em primeiro lugar, a posição do empresário republicano é um ponto de interrogação quando se fala em política externa, principalmente na relação com Cuba.
Ao mesmo tempo que pode revogar os atos de Obama e se afastar da ilha comunista, ato que iria ao encontro de uma política mais conservadora, Trump pode priorizar o impacto econômico que a retomada do comércio com Cuba traria aos EUA e, assim, acelerar as medidas propostas pelo atual presidente.
No que diz respeito às questões internas, a curiosidade está em como a ilha irá reagir à ausência do mentor ideológico e prático do regime. Mesmo fora do governo desde 2008, Fidel ainda era um esteio da política cubana, sob o comando de seu irmão Raúl. Sem o olhar atento e vigilante do comandante, o país pode caminhar com mais celeridade em direção a um sistema de capitalismo de mercado, mesmo que isso não seja abertamente defendido pelo presidente atual.
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