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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de dezembro de 2016. Atualizado às 00h06.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 23/12/2016. Alterada em 22/12 às 22h03min

Bolognesi espera ter mais prazo para térmica

Assunto está sendo debatido entre a companhia e a Aneel, diz Deitos

Assunto está sendo debatido entre a companhia e a Aneel, diz Deitos


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Jefferson Klein
O Grupo Bolognesi almeja contar com mais tempo para tirar do papel a termelétrica a gás natural que planeja construir em Rio Grande. Inicialmente, o empreendimento teria que entrar em operação até janeiro de 2019. Agora, a perspectiva é que o projeto ganhe mais dois anos para ser concretizado.
O coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, Edilson Deitos, revela que o assunto está sendo discutido entre a companhia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a expectativa é que o órgão regulador seja favorável à prorrogação do prazo. O dirigente recorda que a própria Fiergs chegou a enviar uma correspondência à Aneel manifestando apoio à iniciativa.
Em 2014, o Grupo Bolognesi venceu um leilão promovido pelo governo federal, obtendo o contrato que garantiu a venda da energia que será produzida pela futura usina. Porém as obras estão atrasadas, e é praticamente impossível cumprir o cronograma original. A estrutura terá uma capacidade instalada de 1.238 MW (cerca de um terço da demanda média de eletricidade do Rio Grande do Sul).
A Aneel chegou a prever para o segundo semestre deste ano a decisão se revogaria ou não a autorização para a construção da termelétrica de Rio Grande, justamente devido à preocupação quanto ao prazo. Contudo, como as reuniões públicas de diretoria da agência terminaram neste ano, a definição ficará para o próximo. Esse adiamento quanto à posição que será tomada é visto como um indício que haverá a revisão do tempo para o desenvolvimento da usina.
Deitos salienta que a termeletricidade, considerada uma energia firme, que não oscila com as condições de ventos e chuvas, é essencial para a segurança do sistema elétrico nacional. A térmica será acompanhada ainda de um terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) e de um gasoduto que ligará o píer à usina. Somadas, as estruturas absorverão cerca de R$ 3,3 bilhões em investimentos.
O secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, concorda que se trata de um tema muito importante para o Rio Grande do Sul. Além da questão da geração de energia, de empregos e renda, o complexo significará uma nova entrada de fornecimento de gás natural para os gaúchos. O Rio Grande do Sul está limitado hoje ao gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) e ao gasoduto de Uruguaiana (que só atende no Estado à usina do grupo AES, que está sem operar atualmente). Redecker salienta que, em um segundo momento, a perspectiva é de que um gasoduto ligue Rio Grande até a Região Metropolitana de Porto Alegre para expandir o fornecimento de gás a partir do terminal de GNL que abastecerá também a térmica.
O prazo extra para a Bolognesi dará a possibilidade para a empresa atender a requisitos obrigatórios para a implantação da termelétrica. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), por exemplo, aguarda o encaminhamento de alguns documentos, entre os quais o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), para prosseguir com o processo de licenciamento ambiental do complexo. A reportagem do Jornal do Comércio tentou entrar em contato com diretores da Bolognesi, mas não houve retorno.
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