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Porto Alegre, terça-feira, 20 de dezembro de 2016. Atualizado às 13h40.

Jornal do Comércio

Economia

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negócios corporativos

Alterada em 20/12 às 14h45min

Fusão da Deutsche Börse com LSE pode depender de local da futura sede

O destino da fusão proposta entre a Deutsche Börse e o London Stock Exchange Group pode depender de onde as companhias pretendem localizar a holding, mesmo se reguladores europeus derem seu aval ao negócio. Os planos para a sede da holding podem ser um problema, já que alguns políticos e reguladores alemães dizem que Frankfurt deve ser a sede.
A London Stock Exchange informou nesta terça-feira que estava em conversas exclusivas para vender seu braço de câmara de compensações de derivativos para a Euronext, uma operadora rival. O negócio busca conter a preocupação que a Comissão Europeia pode manifestar de que o plano de fusão entre a LSE e a Deutsche Börse poderia levar a companhia resultante a exercer demasiado controle de mercado na compensação de derivativos e outros produtos.
A London Stock Exchange disse que qualquer acordo para a venda da LCH.Clearnet, a unidade francesa do LCH.Clearnet Group, controlado majoritariamente pela LSE, depende da fusão com a Deutsche Börse.
Caso o negócio se confirme, criaria o maior operador de bolsas da Europa, com valor de mercado de cerca de US$ 28 bilhões. O negócio está estruturado de modo que a holding resultante deve ficar sediada em Londres. As duas empresas apresentam o negócio como uma maneira de integrar os mercados de capital da Europa, fornecendo estabilidade financeira e dando às empresas e a outras participantes do mercado acesso a um montante maior de financiamento. O acordo já obteve uma série de avais, entre eles dos acionistas das duas companhias e de autoridades antitruste dos EUA e da Rússia.
A proposta de fusão precisa da aprovação do Parlamento de Hesse, porque Frankfurt, onde a Deutsche Börse está sediada, fica nesse Estado alemão. No Reino Unido, a premiê Theresa May está sob pressão para manter Londres como centro financeiro após o Brexit, o que poderia ser uma razão para tentar bloquear qualquer acordo que retirasse a sede do país. Na semana passada, as companhias disseram que os termos do negócio, "que são vinculantes, permanecem inalterados". 
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