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Porto Alegre, domingo, 18 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h10.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio

Notícia da edição impressa de 19/12/2016. Alterada em 18/12 às 20h18min

Vendas de Natal serão menores neste ano

Consumidor reduz gastos com presentes

Consumidor reduz gastos com presentes


CLAITON DORNELLES/JC
Jefferson Klein
As dificuldades que a economia brasileira enfrentou durante todo 2016 também serão percebidas nas festas de final de ano dos gaúchos. A expectativa é que a comercialização de presentes para este Natal seja inferior à que foi verificada em 2015 no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre.
De acordo com pesquisa da Fecomércio-RS, a estimativa é de que a data apresente uma queda de 5% nas vendas na comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme os dados apurados, 46,8% dos entrevistados afirmaram que irão gastar menos ou muito menos do que no Natal de 2015, enquanto 23,6% pretendem desembolsar mais ou muito mais. O percentual que planeja direcionar o mesmo valor de 2015 foi de 28,8%. Neste ano, o vestuário tem peso importante na intenção de consumo dos gaúchos: é a preferência de 68,6% das pessoas ouvidas que irão às compras. Brinquedos (39,7%), calçados (13,5%) e perfumes e cosméticos (11,9%) aparecem logo em seguida. Assim como no ano passado, os produtos eletroeletrônicos, de maior valor, foram pouco mencionados pelos entrevistados (5,5%).
O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, enfatiza que o Natal não teria como sair ileso do cenário que afligiu 2016 inteiro. Bohn reforça que fatores como inflação e juros altos e desemprego resultarão em uma diminuição das vendas. O presidente da Fecomércio-RS destaca que outras datas tradicionais do varejo, como os dias das Mães, dos Namorados e das Crianças, também ficaram aquém do esperado. Já o presidente da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, admite que está sendo um ano de muitos obstáculos, porém destaca que dezembro é um mês especial.
O dirigente argumenta que a perspectiva é que a primeira parcela do 13º salário tenha sido utilizada pela população, especialmente, para o pagamento de contas; contudo, a segunda parte da bonificação, que será liberada nesta semana, deverá ser aproveitada para as compras. Noer acredita que cerca de 60% das aquisições de presentes acontecerão até domingo. A AGV calcula que os gaúchos devem destinar R$ 6,1 bilhões para a compra dos presentes.
Um dos consumidores que aproveitou o último domingo antes do Natal para fazer suas escolhas foi o funcionário da John Deere Vinícius Cauduro, de 33 anos. Ele considerou os preços dos produtos como acessíveis, mas a circulação de público inferior à do ano passado. A meta de Cauduro era conseguir presentes para sete pessoas.
A vendedora da loja Pentefino Letícia Pereira do Nascimento também achou o movimento um pouco mais baixo do que o dos últimos anos. Ela atribui aos reflexos da crise econômica o efeito. Entre os itens do estabelecimento, localizado no Shopping Total, que mais despertaram o interesse dos clientes, Letícia cita as bolsas como os grandes destaques.

Data movimentará R$ 393 milhões em Porto Alegre

Na Capital, segundo pesquisa encomendada pelo Sindilojas Porto Alegre e CDL POA, o Natal deste ano deve injetar R$ 393 milhões no comércio da cidade. O estudo considerou o cenário atual de instabilidade para a projeção econômica. Com isso, espera-se uma variação real de -7,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da expectativa de retração, o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, prefere manter uma posição otimista e diz que ainda pode haver modificações nas previsões.
O dirigente ressalta que o fato de o Natal cair, neste ano, de sábado para domingo permite que haja uma semana inteira para a realização de compras. Além dos impactos no comércio gerados pela crise, Kruse lamenta o cancelamento, pela prefeitura, da festa de réveillon na Capital, algo que também afetará o comércio da cidade. O presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus, considera que a suspensão do evento transmite um sinal de instabilidade e incerteza ao público. O empresário frisa que o conturbado panorama da economia brasileira não motiva as pessoas a irem às compras.
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