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Porto Alegre, domingo, 18 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h10.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio

Notícia da edição impressa de 19/12/2016. Alterada em 18/12 às 19h11min

Expectativa para as vendas do atacado no Natal é positiva

Comercialização de produtos para as festas beneficia o setor, lembra Zildo De Marchi

Comercialização de produtos para as festas beneficia o setor, lembra Zildo De Marchi


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Carolina Hickmann
Frutas secas, oleaginosas, conservas e azeites são tradicionalmente ingredientes da ceia de Natal. A partir de dezembro, a procura por estes produtos cresce. O presidente da Uniagro e ex-presidente da Fecomércio-RS, Zildo De Marchi, fala sobre as projeções de venda do atacado nesta entrevista ao Jornal do Comércio.
De Marchi explica que eventos como a Black Friday também ajudam a alavancar as vendas de final de ano. "Não vamos ultrapassar as perdas com ganhos, mas vamos sair do negativo, que está em 3%, para um positivo de 1% ou 2%", projeta. Ele confia que, apesar das dificuldades econômicas pelas quais País e Estado têm passado, será possível retomar parte das vendas no próximo ano.
O empresário ainda avalia que a estrutura do Estado é excessiva para os tempos de crise e conclui que a PEC do Teto de Gastos é uma solução viável.
Jornal do Comércio - A ceia de Natal aumenta o volume de vendas de grãos selecionados?
Zildo De Marchi - O mercado estava retraído em função desse quadro econômico social do Brasil. Já passei por oito crises, e essa foi a mais aguda. Agora temos a formação de um clima de confiança que está motivando o mercado. O atacado, como um todo, está alcançando os números do ano passado. Não temos estatísticas totais, falo dos nossos números por uma questão de princípios. Estamos com movimento do Natal, há interesse de colocar nas lojas os produtos ligados com a data. A expectativa é bastante positiva.
JC - As promoções de final de ano, como a Black Friday, chegam a impactar o atacado?
De Marchi - Se aumenta o consumo existe a busca direta na produção. O atacado faz o equilíbrio. Há necessidade do varejo se abastecer com estes produtos do atacado. Até mesmo produtos brasileiros, como a castanha do Pará.
JC - Quanto o dólar influencia no cenário econômico da Uniagro?
De Marchi - Trabalhamos com praticamente todos os produtos que se produz nesse planeta. Nosso pistache é do Irã, as tâmaras são da Tunísia. O dólar é, para nós, um fator extremamente relevante e muito dinâmico. Temos que ter habilidade para administrar isso. O mercado consumidor não cobre essas variações do dólar. Precisamos ter uma programação que dilua isso durante o ano. É uma questão de administração. Atualmente, as eleições presidenciais nos Estados Unidos agravaram um pouco o quadro, mas já está sob controle. O dólar não deverá ultrapassar o patamar de R$ 3,50.
JC - Quais as suas perspectivas para 2017?
De Marchi - Estamos inseridos dentro do mercado mundial. O Brasil não se separa dos outros países. Quem quer se separar, se isola. Em uma casa de negócios, não se olha se o camarada é rico ou pobre; se ele tem dinheiro, tu vendes. Por isso, espero uma reação. Não teremos um crescimento rápido, mas um crescimento positivo. Não vai ultrapassar as perdas que tivemos com ganhos, mas vamos sair do negativo, que está em 3%, para um positivo de 1% ou 2%.
JC - E para a economia gaúcha?
De Marchi - Não só para os atacadistas, mas para todos nós. O Estado está com uma dívida muito alta e com uma estrutura de estado muito pesada, que precisa ser ajustada. Mas a sociedade gaúcha vai superar isso. Naturalmente, se no Estado circula menos recursos, isso afeta todo o comércio. Se a funcionária pública não recebe à vista, recebe em prestação, prejudica. Mas ainda recebe, pior o setor privado, que desemprega. A renda tem que ser bem distribuída. Se não tiver dinheiro no mercado não adianta um estar rico e nós sermos pobres. Todos nós temos que comprar e manter a máquina funcionando.
JC - Em 2017, teremos um Estado economicamente mais forte?
De Marchi - Isso vai melhorar. Existe uma conscientização acontecendo no Brasil. Vem do tempo do Império, quando quem mandava eram os barões do dinheiro. Isso está sendo superado. A economia está mais bem distribuída. É um processo que cresce. O caminho é pela educação. É um grande esforço a ser feito.
JC - A PEC do Teto de Gastos é, de fato, necessária?
De Marchi - A cada R$ 4,00 que entram no Rio Grande do Sul, R$ 3,00 são para o custo do Estado. Sobra R$ 1,00 para fazer estradas. Se tu ganha R$ 10,00, não pode gastar R$ 12,00. Alguém está te suprindo ou tu estás deixando de pagar. Não é nada contra o Estado, mas tem que ajustar.
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