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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de dezembro de 2016. Atualizado às 08h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

14/12/2016 - 09h57min. Alterada em 14/12 às 09h57min

Petróleo opera em baixa, com foco nos estoques dos EUA e realização de lucros

Os contratos futuros de petróleo recuam na manhã desta quarta-feira (14), em um movimento de realização de lucros entre investidores, após avanços recentes da commodity. Além disso, o mercado reage ao dado de estoques de petróleo divulgado na noite de ontem pelo American Petroleum Institute (API), que mostrou alta de 4,7 milhões de barris nos estoques do país na última semana.
Às 9h42min (de Brasília), o petróleo WTI para janeiro caía 1,42%, a US$ 52,23 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro recuava 1,31%, a US$ 54,99 o barril, na Ice.
Os preços do petróleo se enfraquecem ao longo dos últimos dois dias, em meio a condições mais voláteis no mercado, especialmente durante as horas finais de negociação nos EUA. Com isso, alguns observadores apontam que o preço atual da commodity pode estar um pouco elevado.
Houve um forte avanço dos preços depois do acordo recente entre os principais países produtores para retirar barris do mercado. Agora, porém, a atenção está sendo voltada para a grande quantidade de petróleo em estoque. Às 13h30, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga o dado oficial de estoques de petróleo nos EUA na última semana.
O banco alemão Commerzbank disse que há sérias dúvidas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vá mesmo cortar a produção em patamar suficiente para alterar o quadro de grandes estoques no mundo. Além disso, será preciso reduzir mais que os 1,2 milhão de barris por dia combinados recentemente para atingir a meta de produzir 32,5 milhões de barris por dia em todo o cartel.
Analista da consultoria suíça Petromatrix, Olivier Jakob disse que o dado do API é uma mostra da possibilidade de que o mercado piore de humor. "A Opep estabeleceu meta de preço entre US$ 55 e US$ 60 o barril e agora ele está abaixo dessa meta. Ela irá, porém, lutar para mantê-lo em US$ 60 o barril a menos que os estoques comecem a recuar", disse Jakob.
Enquanto isso, a escolha pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, do executivo-chefe da ExxonMobil, Rex Tillerson, como secretário de Estado e do ex-governador do Texas Rich Perry como secretário de Energia agradou o setor de petróleo dos EUA. A dupla no gabinete poderia aumentar o foco no avanço da produção de xisto no país.
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