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Porto Alegre, terça-feira, 13 de dezembro de 2016. Atualizado às 18h05.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

13/12/2016 - 19h07min. Alterada em 13/12 às 19h07min

Bovespa fecha com leve alta em sessão volátil

O mercado de ações continuou sem tendência durante a tarde desta terça-feira (13), com o Ibovespa tendo rondado a estabilidade na maior parte do período. A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto dos Gastos, em segundo turno no Senado, foi considerada uma notícia positiva, mas que em boa medida já estava precificada. Além do mais, passou com placar abaixo do registrado no primeiro turno, o que, para alguns analistas, trouxe um pouco de desconforto, já que pode ser algo sintomático da crise política. Adicionalmente, a postura cautelosa teve ainda influência da expectativa pela decisão do Federal Reserve, amanhã, que contará com entrevista da presidente da instituição, Janet Yellen.
Dentro da carteira teórica, enquanto papéis ligados a commodities - Petrobras, Vale e siderúrgicas - pressionavam para baixo, o setor financeiro fazia o contraponto, recuperando parte das perdas fortes de ontem. Após cair mais de 3% nas últimas sessões, o Ibovespa acabou fechando em leve alta de 0,17%, com 59.280,56 pontos. Oscilou entre a mínima de 58.757,51 pontos (-0,71%) e a máxima de 59.946,43 pontos (+1,30%). O volume somou R$ 8,455 bilhões. Em dezembro, a bolsa tem recuo de 4,24% e em 2016, alta de 36,75%.
A Bovespa passou a manhã majoritariamente em queda, mas engatou alta de mais de 1% no começo da tarde. Os ganhos, contudo, começaram a esmorecer após a aprovação da PEC do Teto. O texto básico foi validado com 53 votos a favor e 16 contra, fora o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), que não vota. Dez senadores da base deixaram de participar da votação, além do senador Dário Berger (PMDB-SC), que mudou de voto.
Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos, atribuiu a perda de fôlego a uma realização de lucros, pois "a PEC já estava no preço" e disse que o "placar não é grande preocupação". Na contramão, o diretor da Valor Gestora de Recursos, William Castro Alves, afirma que, em meio à desordem política, o placar acabou afetando um pouco. "A aprovação da PEC em si é um evento positivo, com limitação de gastos por 20 anos, reduzindo o mal fiscal, e representa 50% do problema. Os outros 50% são a Previdência. Mas já estava no preço e o governo perdeu um pouco de força na votação", disse.
A cautela com o Fed amanhã também desestimulou a montagem de posições. "Para o investidor estrangeiro, esse é um evento relevante. Desde a eleição do Trump, tem havido muita saída de fluxo externo para surfar a onda dos juros lá fora. Até agora esse fluxo não voltou", disse Castro Alves.
Entre as blue chips, Petrobras ON e PN caíram 0,65% e 0,96%. Vale PNA fechou em baixa de 4,12% e Vale ON, -3,93%. Gerdau PN recuou 3,55% e CSN ON, -0,72%. No setor financeiro, Itaú Unibanco ON terminou em alta de 0,46% e Banco do Brasil ON, de +0,90%. Bradesco PN fechou com ganho de 0,40%.
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