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Porto Alegre, terça-feira, 13 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h49.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 14/12/2016. Alterada em 13/12 às 22h15min

Mobilização tenta preservar o polo naval

Sartori recebeu lideranças empresariais, sindicais e políticas para discutir as demissões na Ecovix

Sartori recebeu lideranças empresariais, sindicais e políticas para discutir as demissões na Ecovix


LUIZ CHAVES/PALÁCIO PIRATINI/JC
Jefferson Klein
Foi adiantada para segunda-feira, às 16h, uma audiência entre empresários e políticos do Estado com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em que a pauta principal é a recente demissão de 3,2 mil trabalhadores do Estaleiro Rio Grande, da empresa Ecovix, e os impactos dessa decisão no polo naval gaúcho. Inicialmente, o encontro estava previsto para o dia 21 de dezembro, mas as ações foram aceleradas devido à urgência da situação.
A Petrobras é uma personagem essencial nessa questão, pois é a demandante das encomendas para a indústria naval no País e, além disso, rescindiu contrato com a Ecovix para a concretização de três cascos de plataformas de petróleo, que seriam feitos em Rio Grande. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, lembra que, até o momento, as duas empresas não se manifestaram oficialmente. A reunião marcada para o dia 21 foi organizada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), e a audiência da próxima segunda-feira surgiu depois de uma conversa de Branco com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O secretário adianta que Padilha não deverá participar do encontro, porém, nesse caso, enviará representante.
Branco comenta que entrará em contato com o presidente da Fiergs, Heitor Müller, para debater se o melhor será eliminar a segunda reunião ou mantê-la. Na tarde de ontem, o secretário e lideranças empresariais e políticas da Metade Sul estiveram no Palácio Piratini buscando o apoio do governador José Ivo Sartori. Presente na ocasião, o deputado estadual Adilson Troca (PSDB) espera que o contrato dos cascos seja mantido. "Talvez não totalmente, mas com uma força mínima, para que não pare", defende o deputado.
Já o prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer (PT), destacou que conta com que seja possível sensibilizar o governo federal - e, por consequência, a Petrobras - quanto à relevância de preservar o conteúdo local nas encomendas da indústria naval, para gerar emprego e renda no Brasil. Hoje, o dirigente estará em Brasília para buscar respaldo com a bancada gaúcha de Câmara e Senado e tentar reuniões com representantes dos ministérios da Casa Civil e de Minas e Energia. Lindenmeyer acrescenta que Sartori comprometeu-se a levar a pauta ao presidente Michel Temer.
Conforme o prefeito, já se trabalha a possibilidade de um hiato entre as encomendas de plataformas feitas em Rio Grande e São José do Norte. No estaleiro EBR, que está atuando nas obras da plataforma P-74, a estimativa é de mais seis a 10 meses de trabalho e, no estaleiro da QGI, que está trabalhando na P-75 e na P-77, a expectativa é de 12 a 18 meses de serviços.
Lindenmeyer comenta que, nos últimos oito anos, o orçamento do município quadruplicou, alcançando cerca de R$ 620 milhões, muito devido aos ganhos econômicos conquistados com o polo naval. O prefeito projeta que a ampliação de uma planta da companhia Yara e a construção de uma termelétrica do grupo Bolognesi na cidade possam absorver parte da mão de obra que foi demitida do estaleiro da Ecovix.

Ministério do Trabalho monta uma força-tarefa para auxiliar os demitidos

O Ministério do Trabalho vai montar uma força-tarefa para agilizar a liberação do seguro-desemprego para os ex-funcionários do polo naval. O ministro Ronaldo Nogueira esteve em Rio Grande ontem para intermediar o tema com Sindicato dos Metalúrgicos, prefeitura e Ecovix. O dirigente também afirma que dialogará com o presidente Michel Temer para que ele receba uma comitiva de empresários e trabalhadores.
Foram anunciados ainda esforços para qualificação e recolocação dos trabalhadores do polo naval do município em parceria com o Sine e Senai. O representante da Ecovix, Edélcio Fornari, disse que a empresa vai estender até março o plano de saúde dos colaboradores dispensados e pagar o vale-alimentação até abril, em parcela única. A companhia ficou de dar suporte para os trabalhadores que queiram voltar às suas cidades de origem e tentar manter o maior número de funcionários residentes de Rio Grande entre os que não foram dispensados.
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