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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de dezembro de 2016. Atualizado às 07h15.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 12/12 às 08h16min

Bolsas chinesas sofrem tombo e pressionam outras asiáticas, mas Tóquio é exceção

As bolsas chinesas fecharam em forte baixa nesta segunda-feira (12), em meio a esforços de Pequim para conter compras especulativas de ações por seguradoras, pressionando a maior parte dos outros mercados na Ásia. A principal exceção foi Tóquio, que reagiu em alta a um rali do petróleo e a uma nova desvalorização do iene.
O Xangai Composto, índice acionário mais relevante da China, caiu 2,47%, a 3.152,97 pontos, registrando a maior queda porcentual desde 13 de junho e com quase mil ações no vermelho. Já o menos abrangente Shenzhen Composto sofreu um tombo de 4,86%, a 1.969,33 pontos, apresentando seu pior desempenho desde 29 de fevereiro.
Na sexta-feira, o regulador da indústria de seguros chinesa proibiu a Evergrande Life de continuar investindo em ações, com a alegação de que a empresa vinha fazendo operações de curto prazo no mercado. Nos últimos tempos, as bolsas chinesas foram parcialmente impulsionadas por significativas compras de papéis por grandes seguradoras.
No mesmo dia, a Foresea Life, braço de seguros do conglomerado financeiro chinês Baoneng Group, prometeu reduzir gradualmente sua participação numa fabricante de eletrodomésticos listada em Shenzhen, após críticas recentes do regulador.
"Está claro que o regulador é fortemente contra essas compras de participações por seguradoras que podem prejudicar a administração de empresas listadas", comentou Deng Wenyuan, analista da Soochow Securities.
Segundo economistas, comentários feitos ontem pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, de que seu futuro governo poderá mudar a aceitação do princípio "da China única", uma importante política que tem ajudado a manter a paz entre China e Taiwan, também afetou hoje o sentimento dos investidores nos mercados chineses.
"Esperavam-se disputas comerciais, mas não diferenças cruciais nas ideologias entre (EUA e China), observou Hao Hong, diretor-gerente de pesquisa do Bank of Communications.
Em Taiwan, o índice Taiex encerrou o dia em baixa de 0,46%, a 9.349,94 pontos, após tocar uma máxima intraday em 18 meses durante a sessão. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,44%, a 22.433,02 pontos, e em Manila, o filipino PSEi recuou 2,47%, a 6.868,89 pontos.
Em Tóquio, o índice Nikkei foi exceção e subiu 0,84%, a 19.155,03 pontos, renovando a máxima do ano. O mercado japonês foi beneficiado pelo bom desempenho de ações de petrolíferas e de exportadoras.
Durante a madrugada, as cotações do petróleo chegaram a subir mais de 5%, em reação a um novo acordo de produtores para conter a oferta da commodity. No sábado, a Rússia e outras nações que não integram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aceitaram reduzir sua produção em 558 mil barris por dia. Em 30 de novembro, a Opep já havia fechado um pacto para cortar sua produção conjunta diária em 1,2 milhão de barris.
Já o iene atingiu o menor nível em dez meses frente ao dólar nos negócios asiáticos, ajudando a impulsionar papéis de exportadoras em Tóquio.
Outra exceção positiva na Ásia foi o índice sul-coreano Kospi, que registrou leve alta de 0,13% em Seul, a 2.027,24 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana teve alta marginal de 0,04% no S&P/ASX 200, mas o índice fechou no maior patamar desde o início de agosto, a 5.562,80 pontos. Diante da força do petróleo, a cesta de ações do setor de energia negociada em Sydney avançou 2,9%.
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