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Porto Alegre, domingo, 11 de dezembro de 2016. Atualizado às 23h39.

Jornal do Comércio

Economia

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TURISMO

Notícia da edição impressa de 12/12/2016. Alterada em 12/12 às 00h42min

Toronto é vantajosa quando o verão começa no Brasil

Imagens de Toronto

Imagens de Toronto


Mauro Belo Schneider/Especial/
Mauro Belo Schneider, de Toronto
Os moradores de Toronto, no Canadá, encaram as estações de uma forma distinta: a da construção e a do inverno. Isto porque as obras não avançam com temperaturas abaixo de oito graus (caso contrário, prejudica o processo de secagem do cimento). E essa realidade dura quase metade do ano. Se para os canadenses o frio representa falta de trabalho, para os brasileiros, pode significar conveniência, com atrações sem filas e preços mais em conta.
O guia turístico Mike Carter, de 32 anos, não pode depender apenas de seu trabalho na agência Intrepid Urban Adventures depois de dezembro, quando passa a anoitecer por volta das 16h. Segundo ele, quase não há grupos interessados nos passeios a partir desse mês. A solução é fazer as vezes de fotógrafo e ator - sorte dele que a região serve de locação para muitos filmes de Hollywood. "Toronto é um mosaico cultural", define. "É uma Nova Iorque administrada por suíços", completa, brincando sobre a rivalidade entre as duas cidades.
A comparação entre Estados Unidos e Canadá, aliás, é válida em um momento em que o dólar canadense custa, em média,
R$ 2,76 - enquanto o norte-americano fica próximo dos R$ 3,50. Ou seja, gastos menores e opções similares entre os destinos.
O turista que busca barganhas em lojas como H&M, Victoria's Secret, Forever 21 ou Best Buy achará tudo isso em Toronto. Na H&M, por exemplo, há ofertas de blusas femininas a 7 dólares canadenses. Há, ainda, a versão da famosa rede de preço único Dollar Tree, a Dollarama.
Para Carol Hartley, também guia turística, que morou no Brasil por dois anos, Toronto é a cidade mais cosmopolita do mundo - situação justificada pelo fato de boa parte da população ser originalmente de outras nacionalidades. E ela reforça que a estação fria faz diminuir sua rotina profissional. Talvez por isso a cidade esteja criando novas atrações que usam a neve como chamariz.
Entre as novidades deste ano está o Toronto Christmas Market, mercado de Natal inspirado em modelos europeus. O evento, que segue até o dia 22 de dezembro, funciona em uma antiga destilaria - espaço ocupado por restaurantes requintados durante todo ano. Quiosques vendem enfeites, adereços e alimentos natalinos. Os curiosos, que pagam 15 dólares canadenses pelo ingresso, torcem pela queda dos flocos brancos como cereja do bolo nas fotos e no passeio.
Outra tradição dos "torontonians" nesta época é a patinação. "Os canadenses já nascem com os patins nos pés", diverte-se Carol. Em frente à prefeitura, onde, no verão, há uma fonte de água, é montada uma pista de gelo. Adultos pagam 10 dólares canadenses por duas horas de prática ao ar livre. As crianças, 5 dólares canadenses. E quem tem seu próprio par pode usufruir da estrutura livremente.
Frio, na verdade, não serve como desculpa para deixar de visitar Toronto quando os termômetros sobem no Brasil. A região central conecta 32km por uma verdadeira cidade subterrânea com opções de serviços e pontos comerciais, conhecida como Path. Se o turista preferir, pode circular por vários destinos turísticos e fazer compras sem precisar enfrentar o vento que embala as águas do lago Ontário e provoca sensação negativa que pode chegar aos -20 graus.
"Somos a maior cidade do Canadá e a quarta da América do Norte, há muita diversidade", garante Rey Stephen, coordenador de relações com a mídia da secretaria de Turismo de Ontário. Ele, assim como a maioria de seus compatriotas, é filho de imigrantes.
Toronto, composta por uma mistura de cerca de 6 milhões de pessoas, no inverno, tem os costumes de Serra em um cenário de metrópole. As infinitas opções gastronômicas e o vinho produzido a poucos quilômetros de distância, na região de Niagara Falls, esquentam (e conquistam) até os avessos às baixas temperaturas.

Onde ir para apreciar o frio de Ontário

Janta no restaurante 360, na CN Tower, a 350 metros de altura. Este é o principal ponto turístico da cidade e pode ser visto de qualquer lugar. Por 30 anos, foi considerada a construção mais alta do mundo. Você tem a experiência de fazer sua refeição girando pela cidade.
Visita ao Toronto Christmas Market, no Distillery Historic District. Ali você sente o clima de Natal, pode comprar artigos de decoração e alimentação e ver um coral cantando canções temáticas.
Passeio pela Queen Street West, onde há a Graffiti Alley, local onde grafiteiros fazem verdadeiras obras de arte. A região é considerada uma das mais hipsters do mundo.
Dê um pulo também ao bairro de Kensington Market para ver lojas descoladas, brechós e cafés com gente diferente.
Não deixe de passar por Yorkville para ver um bairro mais nobre e com lojas luxuosas.
Ida às cataratas de Niagara Falls, a duas horas de Toronto. É possível fazer passeios de helicóptero ao valor de 140 dólares canadenses por 10 minutos de voo. A experiência é incrível.
Ainda na região de Niagara, vale visitar as vinícolas Two Sisters Winery (onde servem almoço) e Peller Estates Winery. Nesta última, um bar de gelo a -10 graus encerra a experiência com degustação de Ice Wine.
Passeio pelo St. Lawrence Market, o mercado público da cidade, onde são vendidos queijos, carnes, mapple syrup e outras iguarias locais.
Nos dias de muito frio, o empório Pusateri's, aberto há pouco mais de um mês, é um verdadeiro supermercado dentro da loja de departamento Saks Fifth Avenue - na cidade subterrânea. Quem não quer gastar muito, pode comprar pratos feitos e até sushi. Fica nas esquinas entre Yonge Street e Queen Street.
Fique a poucos metros de tubarões no Ripley's Aquarium, onde é possível passar a mão nos animais. 

Onde comer*

Bannock - com diversidade de comidas canadenses
El Catrin - comida mexicana
Drake Hotel - um dos hotéis boutique mais famosos da cidade
Leña - cozinha argentina
Terroni - gastronomia italiana
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