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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de dezembro de 2016. Atualizado às 17h49.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 08/12 às 18h52min

Investidor realiza lucros e Bovespa fecha em baixa de 1,20%

A bolsa partiu para uma realização de lucros na etapa vespertina desta quinta-feira, 8, após ter fechado em alta nas duas sessões anteriores e também durante a manhã. Não houve nada específico no noticiário a ter provocado a virada para o negativo no começo da tarde, mas, como salientou um operador, "notícia ruim tem para escolher". Após os investidores terem antecipado ontem, em boa medida, a permanência de Renan Calheiros (PMDB-AL) à frente da presidência do Senado e, consequentemente, a manutenção do cronograma de votação da PEC do Teto dos Gastos, hoje as preocupações com a fraqueza da atividade em meio à Selic ainda elevada pesaram sobre o mercado. Desse modo, a Bovespa foi na contramão da alta de suas pares no exterior, que repercutiram a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de estender seu programa de recompra de bônus atébo final do ano que vem.
No fechamento, o Ibovespa tinha 60.676,56 pontos, queda de 1,20%, não muito distante da mínima de 60.499 pontos (-1,49%). Na máxima, chegou perto dos 62 mil pontos, aos 61.936 pontos (+0,85%). O volume foi novamente fraco, somando R$ 6,509 bilhões. Em dezembro, a Bovespa continua no negativo, com perdas de 1,99%. Em 2016, há ganho acumulado de 39,97%.
Ao longo da jornada vespertina, o Ibovespa atingiu as mínimas com a piora dos segmentos de mais peso na carteira teórica. No caso de Petrobras, as ações até tentaram por alguns momentos da tarde acompanhar o avanço dos preços do petróleo, mas falou mais alto a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), ontem, de proibir a empresa de vender ativos por tempo indeterminado, o que deve afetar o processo de desinvestimento considerado fundamental para reduzir a alavancagem da estatal. Petrobras ON ainda conseguiu fechar em alta, de 0,22%, e a PN caiu 1,01%. O petróleo com vencimento em janeiro encerrou com alta de 2,14%, a US$ 50,84, o barril do tipo WTI na Nymex.
As ações da Vale e de siderurgia devolveram parte da disparada recente e fecharam em baixa. Vale ON cedeu 2,90% e a PNA, -3,99%. CSN ON caiu 3,16%. A etapa inicial, no entanto, havia sido de ganhos para os papéis, respaldados por dados positivos do comércio exterior da China.
O sócio-diretor da Jive Asset, Leonardo Monoli, atribuiu o desempenho negativo da bolsa ao pessimismo sobre a economia, e, consequentemente, com a saúde das empresas, que estão endividadas e sem estímulos para investimento. "A economia está se dissolvendo e o juro segue num patamar muito alto. O Banco Central está mostrando que vai reagir aos dados e não se antecipar a eles. Ninguém vai querer investir com os juros nestes níveis", disse. A Selic foi reduzida na semana passada de 14% para 13,75%.
No exterior, a decisão do BCE garantiu alta firme às bolsas europeias e também em Nova York. Perto das 18h, o Dow Jones subia 0,39% e o S&P 500, 0,19%.
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