Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 06 de dezembro de 2016. Atualizado às 18h07.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 06/12 às 19h12min

Dólar recua de olho no noticiário político e efeitos no ajuste fiscal

O câmbio doméstico seguiu de perto nesta terça-feira (6), as reviravoltas do imprevisível cenário político brasileiro e as discussões em torno do efeito político sobre o ajuste fiscal. Pela manhã, a preocupação principal era a chegada de um petista à presidência do Senado, com o possível afastamento de Renan Calheiros (PMDB) da chefia da Casa, garantindo alta no dólar.
Durante a tarde, entretanto, a divisa norte-americana inverteu o avanço e recuou abaixo de R$ 3,40 nos menores valores do dia no mercado à vista. O catalisador do movimento veio da decisão da Mesa Diretora do Senado de que aguardará o posicionamento do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) antes de afastar ou não Renan da presidência da Casa.
Com isso, o mercado entendeu que há um aparente alinhamento entre senadores, inclusive do primeiro vice-presidente Jorge Viana (PT-AC), para dar sequência à tramitação de medidas de ajuste fiscal.
No documento, os integrantes da Mesa contrariaram a decisão monocrática tomada ontem pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello, de retirar Renan do cargo. Entre as justificativas dos senadores, foram citados os efeitos negativos da decisão de Marco Aurélio no "funcionamento das atividades legislativas", uma vez que impediriam a votação de medidas que teriam como objetivo "contornar a grave crise econômica sem precedente que o País enfrenta".
Uma dessas medidas seria a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos, cuja votação em segundo turno na Casa estava prevista para a próxima semana.
No final da sessão, aumentou a cautela. O operador de uma corretora nacional apontou que toda essa "confusão" entre os poderes Legislativo e Judiciário tem potencial para gerar novos distúrbios no câmbio. "Esse confronto não é só do Renan, mas vem também do pacote de medidas de combate à corrupção. É uma briga forte e não dá para prever o resultado", acrescentou a fonte.
No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 0,23%, aos R$ 3,4172, com alguma distância das mínimas. Além do valor de encerramento, a amplitude das oscilações foi um retrato da instabilidade do dia: o dólar variou de R$ 0,0689 ou 2,01 pontos porcentuais da mínima de R$ 3,3965 (-0,83%) à máxima de R$ 3,4654 (+1,18%), observada pela manhã. De acordo com dados registrados na BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,052 bilhão.
O contrato futuro de dólar para janeiro encerrou em queda de 0,41%, aos R$ 3,4350, com giro de US$ 15,619 bilhões. Na mínima, foi a R$ 3,4230 (-0,75%), enquanto na máxima tocou R$ 3,4935 (+1,29%).
Hoje mais cedo, ajudou a conter a alta do dólar a avaliação de que o BC segue monitorando o mercado. A autarquia continuou a rolagem de contratos de swap cambial com vencimento em janeiro. Profissionais disseram que qualquer movimento mais forte do mercado hoje poderia atrair atuação mais agressiva do BC, o que acabou não sendo necessário.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia