Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 06 de dezembro de 2016. Atualizado às 18h07.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 06/12 às 19h11min

Petróleo recua com realização de lucros, pressionado por cautela com reunião

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta terça-feira (6), após quatro sessões consecutivas de alta, em um movimento de realização de lucros com os fortes ganhos da commodity acumulados desde a semana passada, quando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou um acordo para cortar sua produção. Além disso, o mercado segue cauteloso no aguardo da reunião do próximo sábado entre membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e países produtores não pertencentes ao grupo.
O petróleo WTI para janeiro negociado em Nova York, na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 1,66%, a US$ 50,93 por barril. Já o barril do tipo Brent para fevereiro recuou 1,83%, a US$ 53,93.
Após alcançarem os maiores patamares desde julho de 2015, os preços do petróleo sucumbiram a uma realização de lucros e foram pressionados com dúvidas de alguns investidores sobre o acordo da Opep com os países membros e com os países que não fazem parte do cartel.
No próximo sábado, a Opep irá se reunir com países que não fazem parte do cartel para discutir um corte na produção. A Rússia, que estará no encontro, já sinalizou que irá reduzir sua oferta de petróleo, entretanto não foi acompanhada, ainda, de outros países que estarão na reunião de sábado, como Omã, Bahrein e Azerbaijão, além de outros países que não confirmaram sua presença. O desejo da Opep é o de que países de fora do cartel cortem cerca de 600 mil barris por dia.
Hoje, o Commerzbank lançou dúvidas sobre o acordo, em parte porque a Arábia Saudita parece estar esperando até janeiro para ajustar a sua produção. Além disso, alguns analistas afirmam que há o risco de que Líbia e Irã, que foram isentos do acordo, possam aumentar a produção mais rápido do que o previsto, compensando cortes de outros membros do cartel.
A decisão da Opep de reduzir a produção global em 1,2 milhão de barris por dia, que equivale a cerca de 1% da oferta global, fez com que o petróleo avançasse 15% na última semana. No entanto, uma parada nesse rali não é surpreendente. "Nós sempre dissemos que os preços subiriam com as notícias", disse Amrita Sen, analista de petróleo da Energy Aspects, em Londres.
Um aumento nos estoques americanos também deve pesar sobre os preços. Segundo a Genscape, os estoques em Cushing subiram cerca de 3 milhões de barris na semana encerrada na última sexta-feira, de acordo com pessoas que analisaram o relatório ontem.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia