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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 06/12/2016. Alterada em 05/12 às 22h41min

Novos guindastes chegam em janeiro a Rio Grande

Recuperação dos trabalhos foi possível graças à parceria com Braskem, Wilson Sons e Navegação Guarita

Recuperação dos trabalhos foi possível graças à parceria com Braskem, Wilson Sons e Navegação Guarita


ANTONIO PAZ/ARQUIVO/
Jefferson Klein
Apesar dos impactos que o Terminal de Contêineres (Tecon) de Rio Grande sofre atualmente pela retração da economia, a companhia irá aprimorar sua infraestrutura já a partir do começo de 2017. O grupo espera para janeiro a chegada de três guindastes STS (Ship to Shore Container Crane) e oito RTGs (Rubber Tyre Gantry Crane - guindaste de pórtico sobre pneus). A compra, de US$ 40 milhões, foi realizada com a ZPMC.
Os equipamentos devem embarcar no dia 15 de dezembro, na China, e seguir para o Estado. Se o Tecon pode comemorar os novos guindastes, não se pode dizer o mesmo sobre o mercado em 2016. Neste ano, a estimativa do Tecon é movimentar em torno de 730 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), contra 743 mil em 2015. O diretor-presidente do grupo, Paulo Bertinetti, diz que o desaquecimento da economia brasileira, nesses dois últimos meses do ano, contribuirá para esse recuo.
Quanto às perspectivas para 2017, o executivo adverte que a tendência é ocorrerem várias discussões políticas e jurídicas no cenário nacional, o que deverá afetar a credibilidade para investimentos estrangeiros. Além disso, o dirigente cita o problema do desemprego verificado no País. Outro assunto acompanhado por Bertinetti é a retomada da movimentação de contêineres pelo terminal Santa Clara, localizado no Polo Petroquímico de Triunfo. O complexo havia interrompido essa atividade há sete anos para que a estrutura atuasse também com etanol (empregado na fabricação do chamado plástico verde da Braskem).
No final de setembro, foi celebrada a solenidade da volta do transporte de contêineres, no entanto o primeiro deslocamento de fato ocorreu no dia 31 de outubro. Bertinetti comenta que alguns fatores, como atraso de documentações, retardaram as ações. Apesar dessa demora, o dirigente considera que a operação está acima da expectativa, principalmente, devido a clientes que adotaram o uso da hidrovia mais rapidamente do que se esperava. Entre as empresas que estão aproveitando esse modal logístico para suas cargas estão Innova, Marcopolo, Tramontina, Pirelli e Oderich.
Em novembro, Bertinetti salienta que foram feitas 10 viagens (entre Triunfo e Rio Grande), e a barcaça utilizada, que tem uma capacidade para movimentar 85 contêineres de 40 pés ou 170 unidades de 20 pés, teve quase 50% de taxa de ocupação. O diretor admite que não é possível manter a operação com esse percentual. "Mas estamos falando de apenas um mês, um bebê não caminha nem fala nesse tempo", compara. Para a atividade ser viável, o executivo calcula que seja necessário o aproveitamento de, pelo menos, uma segunda embarcação (do mesmo porte da que realiza o serviço no momento) e com uma ocupação, de ambas, de 90% a 95%. A perspectiva é de que uma outra barcaça seja agregada pela Navegação Guarita para trabalhar no Santa Clara a partir de março.
A recuperação dos trabalhos com contêineres no terminal foi possível através da parceria entre Braskem (que detém os direitos de uso sobre o complexo), Wilson Sons (que tem a incumbência de gerenciar as ações através da companhia Wilport) e Navegação Guarita (que faz o transporte de Triunfo a Rio Grande e no sentido inverso). O Tecon Rio Grande (que é controlado pela Wilson Sons) será justamente uma das pontas do trajeto, recebendo e enviando cargas para o chamado Contesc (Contêineres Terminal Santa Clara).

Previsibilidade do FGTS garante R$ 63 bilhões ao ano ao Minha Casa

A secretária nacional da habitação do Ministério das Cidades, Maria Henriqueta Alves, afirmou ontem que o programa habitacional Minha Casa Minha Vida deve receber, em 2017, cerca de R$ 63 bilhões em investimentos oriundos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e que a previsibilidade do fundo garante que esse montante de recursos permaneça estável ao longo dos próximos anos.
"Esse volume já foi aprovado pelo conselho curador do FGTS", disse Alves, durante participação no Construbusiness, congresso sobre construção e infraestrutura organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Além dos recursos do FGTS, ela também ressaltou que cerca de R$ 7,2 bilhões vindos do Orçamento Geral da União (OGU) devem ser investidos no MCMV no ano que vem.
"Em relação ao OGU, a previsibilidade não é tão clara como gostaríamos que fosse", afirmou. "A ideia é que, com a reação da economia, os R$ 7,2 bilhões que vieram neste ano e vão vir no ano que vem sejam incrementados." Também presente no evento, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, avaliou que a discussão envolvendo um possível aumento de remuneração do fundo de garantia precisa levar em conta os diferentes interesses ligados ao FGTS.
O ministro afirmou que todas as obras atrasadas da faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida serão retomadas até o início de 2017. O segmento abrange os imóveis que contam com até 90% do valor pago com subsídios originados no Tesouro Nacional e destinados a famílias com renda mensal de até R$ 1.800,00.

Projetos no PPI terão prazo de seis meses a um ano entre edital e leilão

Os projetos mais complexos a serem concedidos e privatizados no âmbito do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) terão prazo de seis meses a um ano entre a divulgação do edital e a realização do leilão, afirmou ontem o secretário de Articulação, Investimentos e Parcerias do programa, Marcelo Allain.
A definição de prazos maiores entre o lançamento dos editais e os leilões foi uma das primeiras diretrizes anunciadas pelo secretário executivo do PPI, Moreira Franco. Os editais de quatro aeroportos a serem concedidos (Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis), lançados semana passada, preveem prazo de 100 dias até o leilão, em março. Segundo Allain, nos programas de concessões anteriores, havia casos de prazos de 30 a 45 dias. Agora, para projetos mais complexos, como os de campos de petróleo e gás, sobretudo os do pré-sal, e para concessões de trechos de ferrovias que tenham de ser construídos do zero (greenfield), o prazo poderá chegar a um ano. "Nesses casos, é preciso contratar empresas especializadas para avaliar os ativos", disse Allain, após participar de seminário na Associação Comercial do Rio de Janeiro.
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