Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 28 de novembro de 2016. Atualizado às 01h28.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Prefeitura de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 28/11/2016. Alterada em 28/11 às 02h28min

Marchezan condiciona desconto no IPTU a caixa

Prefeito eleito (à direita) esteve no almoço do PSDB com Temer na sexta-feira em Brasília

Prefeito eleito (à direita) esteve no almoço do PSDB com Temer na sexta-feira em Brasília


Beto Barata/PR/JC/
Patrícia Comunello
Esta semana o futuro prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), reforçará a investida para convencer o prefeito José Fortunati (PDT) a não antecipar o recolhimento do IPTU e aplicar desconto de 15% para os contribuintes. Antevendo dificuldades de caixa, Marchezan afirma que o município não pode abrir mão de receita oferecendo descontos a pagamento antecipado.
Depois de figurar na sexta-feira (25) como o mais jovem e novato, prestes a assumir um cargo de Poder Executivo, no almoço da elite tucana com o presidente Michel Temer, em Brasília, o prefeito eleito encara esta semana a primeira reunião para tratar de ações na área da segurança já de olho no tema que pautou a eleição. Marchezan foi convidado, em Brasília, após conversar com o ministro da Justiça, Alexandre Morais, a acompanhar o encontro que ocorrerá entre o secretário nacional de Segurança Pública da pasta, Celso Perioli, polícias rodoviária federal, civil e militar na Capital gaúcha. 
Perioli fez convite por telefone logo após o almoço. "A reunião servirá para unificar os esforços na segurança na Capital. Disse a ele que a prefeitura vai atuar fortemente nisso para integrar todas as estruturas possíveis para dar as ferramentas às polícias atuarem", reproduziu Marchezan. "É prioridade da gestão." O futuro prefeito lembrou que a violência é um dos "grandes entraves para tudo", de negócios, turismo, investimento, educação à saúde. "A prefeitura não quer retirar papel de nenhuma das polícias, ao contrário, queremos buscar recursos para fornecer as estruturas necessárias para os órgãos fazerem seu trabalho", adiantou. 
Sobre o impasse na questão do adiantamento do IPTU de 2017, Marchezan disse que vai insistir com o prefeito para que "não faça isso". "Vou reiterar, ligar para ele. Estou enviando os sinais de que não gostaríamos que fizesse, além de achar que é uma medida juridicamente equivocada", frisou. Um dos argumentos de Marchezan é que Fortunati teria duas receitas do tributo em um mesmo ano, recurso que é da próxima gestão, diferentemente de fazer ao longo do mandato. "Não estou brigando com o Fortunati e nem buscando culpados, mas apenas discordando da ação dele", observou o eleito. "Minha relação pessoal e institucional com ele continua boa, o que não impede que eu diga o que penso e ele o que ele pensa enquanto prefeito."
Outra discordância recai no desconto, previsto este ano em 15% a quem pagar até 23 de dezembro (a atual administração recuou de prazos até o primeiro útil do ano seguinte). "Ele está abrindo mão de receita em um momento em que a prefeitura não tem recursos para pagar suas despesas, portanto, não pode dar desconto", reage o futuro prefeito. Sobre não adotar descontos durante sua gestão, o tucano explicou que o conceito que aplica não é dar ou não o abatimento, mas a condição do caixa.
"Falo em tese: se a prefeitura não tem recursos não pode abrir mão de receita. Isso é matemático." Marchezan observou que não critica quem utiliza o expediente e que não definiu como será nos próximos anos. "Ainda não recebemos o fluxo de caixa do município de novembro e dezembro, portanto não sabemos como vamos terminar o ano e nem como vamos começar 2017." A elevação do teto de vencimentos dos servidores, prevista em projeto de lei de Fortunati, é outro alvo do tucano, que se reuniu com vereadores para tentar evitar a aprovação.
Há quase um mês de assumir a prefeitura, Marchezan conversa com técnicos e pessoas ligadas a gestões do PSDB ligadas a finanças. Segundo ele, o futuro secretário da Fazenda será alguém que já tem experiência de atuar em estrutura pública. Entre os nomes que estão assessorando o tucano, estão ex-secretários estaduais da área como Aod Cunha, Matheus Bandeira e técnicos como Darcy Francisco Carvalho dos Santos, ex-auditor da Receita estadual.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia