Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 22 de novembro de 2016. Atualizado às 22h28.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Reestruturação do Estado

Notícia da edição impressa de 23/11/2016. Alterada em 22/11 às 21h13min

Cairoli defende negociação permanente para aprovação do pacote

Marcus Meneghetti
Apesar de o Palácio Piratini e a Assembleia Legislativa serem separados apenas pela Rua Duque de Caxias, o vice-governador José Paulo Cairoli (PSD) fez o trajeto de carro ontem à tarde para protocolar oficialmente o pacote de 38 projetos do Executivo que preveem a retirada da obrigatoriedade de plebiscito para privatizar estatais, a extinção de nove fundações, mudanças em direitos trabalhistas do funcionalismo estadual, entre outras medidas.
Cairoli usou o veículo oficial pois quis evitar passar pela Praça da Matriz, onde centenas de servidores públicos protestavam contra o pacote desde segunda-feira, quando o pacote foi anunciado. O líder do governo na Assembleia, deputado estadual Gabriel Souza (PMDB) recebeu o vice-governador pessoalmente na garagem do parlamento - que, aliás, era a única entrada, pois, temendo que o local fosse ocupado, o presidente em exercício da Assembleia, deputado estadual Adilson Troca (PSDB), mandou que as portas fossem trancadas. 
Depois da recepção, já na sala da presidência, Cairoli revelou que a expectativa do governo é de que todas as propostas sejam aprovadas neste ano. Para isso, garantiu aos parlamentares: "Vamos estar permanentemente em reuniões com os deputados. Mas é óbvio que temos um compromisso maior com a base".
Aliás, a tarefa de articular as bancadas aliadas vai ficar a cargo de Souza, que não escondeu a dificuldade em conseguir todos os votos necessários. "Diante de um pacote dessa complexidade, além de fatores como as corporações muito fortes (no serviço público) e as opiniões políticas grenalizadas, vamos ter eventuais divergências na base. Vamos ter que convencer os parlamentares da importância das propostas para vencer a calamidade financeira do Estado", projetou o peemedebista.
Algumas bancadas governistas - como a do PDT - já se manifestaram contrárias a algumas propostas. Segundo Enio Bacci (PDT), o pacote abarca medidas que são "unanimidades no parlamento", outras que "despertam muitas dúvidas", e outras ainda que são "inaceitáveis". 
"Acho difícil que a oposição seja contra, por exemplo, a revisão de benefícios fiscais e a limitação de um teto salarial", exemplificou as medidas "unânimes". E continuou citando os inaceitáveis: "São inaceitáveis as medidas como a prorrogação do pagamento do 13º salário para o ano que vem e a retirada da obrigatoriedade de plebiscito sobre a privatização de estatais".
Bacci disse ainda que é "totalmente contra a demissão dos servidores de fundações que podem ser extintas", e vai tentar, com emendas aos projetos, o remanejo desses funcionários a outros órgãos do Estado. Por fim, concluiu: "Não vejo nesse pacote a solução para os problemas financeiros do Estado. Corre o risco de serem medidas como o aumento do ICMS, que não melhoraram a situação do Estado. Pelo contrário, até piorou".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia