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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de novembro de 2016. Atualizado às 11h45.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 18/11/2016. Alterada em 18/11 às 12h47min

Debate sobre ocupações gera desentendimento entre vereadores

Nagelstein será o presidente indicado pelo partido para a próxima legislatura.

Nagelstein será o presidente indicado pelo partido para a próxima legislatura.


TONICO ALVARES/CMPA/JC
Juliana Mastrascusa, especial para o JC
A sessão desta quinta-feira da Câmara de Porto Alegre foi marcada por desentendimentos entre os vereadores sobre as ocupações que ocorrem nas universidades do Estado. O debate se intensificou fora da tribuna entre Marcelo Sgarbossa (PT) e Valter Nagelstein (PMDB), que quase partiram para a agressão física.
O assunto foi trazido para a tribuna em período de lideranças por Sofia Cavedon (PT), que falou sobre a criação da Frente Interparlamentar e Social em Defesa da Universidade. O objetivo do grupo é abrir um canal de diálogo entre os Legislativos municipal, estadual e federal e os estudantes que ocupam escolas, institutos federais e universidades.
João Carlos Nedel (PP) foi o primeiro a responder à vereadora. Para Nedel, o assunto deve ser tratado como invasão. "As invasões estão prejudicando grande parte da sociedade, estão invadindo prédios públicos", defendeu. O parlamentar criticou a interrupção de aulas e questionou a formação da frente parlamentar sem apreciação no plenário.
Na sequência do representante do PP, Alex Fraga (PSOL) questionou a postura do colega e classificou como legítimas as reivindicações dos estudantes. "É engraçado ouvir isso de pessoas que em 1964 defendiam o golpe militar", criticou.
O clima se intensificou quando os vereadores passaram a discutir um veto do Executivo sobre a construção de um busto em homenagem a um empresário. Nagelstein utilizou o tempo de apreciação do projeto para criticar o movimento que ocorre nas universidades. O vereador relacionou a prática a ocupação da Câmara em 2013. "O mal exemplo começou aqui", afirmou o peemedebista.
Nagelstein criticou ações realizadas em 2013, como o pedido de identificação de servidores e vereadores para ingressar no Legislativo durante a ocupação. O vereador lembrou o dano causado a um computador da Câmara, que supostamente estaria no gabinete de Sgarbossa. O peemedebista não citou nomes em sua fala, mas foi respondido pelo petista quando desceu da tribuna.
Os dois trocaram acusações no plenário que quase resultaram em agressões físicas. O representante do PMDB pediu que Sgarbossa se retratasse por ter lhe chamado de desleal. No início da sessão, Idenir Cecchim (PMDB) afirmou na tribuna que Nagelstein será o indicado pelo partido para a presidência do Legislativo, que deve acontecer em 2017.

Derrubado veto parcial à homenagem a empresário Pedro Mello

A Câmara Municipal de Porto Alegre rejeitou, nesta quinta-feira, o veto parcial do Executivo ao Projeto de Lei que prevê homenagem ao engenheiro e empresário Pedro Mello, que se destacou à frente de importantes casas noturnas da Capital nas décadas de 1970 e 1980 e morreu em 1º de janeiro deste ano, vítima de um acidente vascular cerebral. Conforme a proposta, apresentada pelo vereador Idenir Cecchim (PMDB), um busto de Pedro Mello será instalado na Rua Padre Chagas, Bairro Moinhos de Vento.
O prefeito José Fortunati (PDT) havia vetado a pré-definição da Rua Padre Chagas para a instalação do monumento a Pedro Mello. Segundo o prefeito, antes de definir o local para o busto deveria ser elaborado um Projeto de Localização, que inclui a análise das dimensões da via, do fluxo diário de pedestres e da largura do passeio público. Fortunati, porém, considerou meritória a homenagem ao empresário.
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