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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de novembro de 2016. Atualizado às 01h35.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Notícia da edição impressa de 16/11/2016. Alterada em 15/11 às 21h34min

Antenor Ferrari rejeita punição a quem participar do governo

Presidente do PMDB comentou a decisão de independência da sigla

Presidente do PMDB comentou a decisão de independência da sigla


MARCO QUINTANA/JC
Juliana Mastrascusa, especial para o JC
O presidente municipal do PMDB, Antenor Ferrari, defende que possíveis participações no governo de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) não sejam punidas internamente. Para Ferrari, penalidades não fazem parte da característica do partido. "O partido tem a tradição de ter posições políticas resolvidas internamente sem a necessidade de punição interna para ninguém", defende. A postura do partido deve ser de independência à gestão tucana. "Se alguém fizer, faz por sua conta, não falará em nome do partido", afirma.
A decisão em relação ao governo veio após uma reunião da bancada do PMDB na Câmara de Porto Alegre com lideranças como o ex-prefeito José Fogaça (PMDB) e o deputado estadual Ibsen Pinheiro (PMDB). Ferrari vê com tranquilidade a definição. "A relação do PMDB com o governo municipal é uma relação muito clara. Quando a gente fala em uma relação de independência política significa que teremos uma condução que não é uma oposição sistemática, mas que não será também compor com a situação" explica.
No entanto, em entrevista para o Jornal do Comércio na semana passado, o candidato peemedebista Sebastião Melo questionou a validade da posição. Para Melo, a decisão da bancada não significa uma formalização do diretório.
Ainda em novembro o partido deve se reunir para fazer um balanço das eleições municipais e Ferrari entende que uma mudança de postura não deve ser pautada. "Não tem nenhuma possibilidade, no meu entendimento, de se discutir uma composição de governo", acredita o presidente.
Sobre o processo eleitoral, Ferrari enxerga um fortalecimento da figura de Melo. "Seguramente ele tem um futuro político pela frente que pode ser muito positivo não só para ele, mas também para o partido", entende. Para Ferrari, a formação de chapas de oposição que compuseram o atual governo foi prejudicial para o candidato. O peemedebista acredita que houve um boicote à candidatura de Melo. Ao não deixarem a administração, os partidos que decidiram por apoiar outras candidaturas prejudicaram o governo.

Peemedebista enxerga vitória na proporcional

Em relação ao Legislativo, o presidente municipal do PMDB, Antenor Ferrari enxerga uma vitória do partido, que elegeu a maior bancada, com cinco vereadores. "Do ponto de vista do processo eleitoral, perdemos a majoritária mas ganhamos na proporcional", afirma. Na Câmara, a sigla defenderá a presidência de Valter Nagelstein em 2017. O acordo que colocará Nagelstein no comando do Legislativo é debatido com partidos que fizeram parte da coligação de Marchezan e exclui o PDT, que concorreu com Juliana Brizola ao cargo de vice-prefeita na chapa de Sebastião Melo.
Em entrevista ao Jornal do Comércio, Ferrari falou sobre representantes do PMDB no Legislativo.
Jornal do Comércio - Existiria uma divisão de pensamentos na bancada do PMDB?
Antenor Ferrari - Não considero isso, a gente precisa ver características pessoais. Todos os vereadores eleitos se reuniram e por unanimidade tiveram a inteligência de seguir para a independência, e essa independência que nós vamos exercer durante o próximo mandato.
JC - Você percebeu um desinteresse de algumas figuras do partido em fazer campanha para o Melo?
Ferrari - Vejo que as pessoas, especialmente os candidatos, têm características próprias. Tem pessoas que trabalham muito com o contato pessoal, com a sua imagem. Quando os candidatos da coligação fazem 17 vereadores, significa que esses 17 efetivamente tiveram uma campanha junto com o Melo. Não considero, salvo algumas exceções, que os candidatos a vereador não tenham trabalhado pela coligação majoritária. Pode haver algumas exceções, mas elas não contribuem para o que é coletivo.
JC - Qual deve ser a posição do PMDB?
Ferrari - A relação do PMDB com o governo municipal é uma relação muito clara. Quando a gente fala em uma relação de independência política significa que teremos uma condução que não é uma oposição sistemática, mas que não será também compor com a situação. O partido vai votar com os projetos que corresponderem as nossas posições políticas e que significam avanços para a cidade. No momento que nós eventualmente fossemos para o Executivo perderíamos a independência. Se tivéssemos uma posição radical também perderíamos a independência.
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