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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de novembro de 2016. Atualizado às 00h03.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 30/11/2016. Alterada em 29/11 às 23h28min

O que muda em Cuba sem Fidel? Nada!

Antonio Roberto Vigne
A morte do ditador cubano Fidel Castro muda menos na política nacional e internacional de Cuba do que a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos da América do Norte (EUA) em relação àquele país! Fiel escudeiro de seu irmão, Raúl Castro vinha governando o país há alguns anos já e em igual política de comportamento, sem flexibilizar, em alguns casos até endurecendo as políticas internas e externas, levando o povo cubano a uma tendência maior de penúria e sofrimento.
O isolamento cubano se viu obrigado a negociar então uma abertura para que houvesse o fim do embargo econômico que o isolava do mundo, sendo os EUA o último país do mundo a sair desta situação. No entanto, com a vitória de Trump e com sua promessa de endurecer as políticas de imigração ilegal, justamente o caso das fronteiras terrestres com o México e aquáticas de Cuba, as relações entre ambos tendem a novamente se estremecer. Fidel foi mentor intelectual de todos os ditadores latinos e de muitos outros ditadores pelo mundo, Cuba virou ponto turístico e curso de mestrado para iniciantes ao cargo de ditadores e déspotas do planeta! Não há condição para que hoje Cuba retome sua democracia, pois é improvável que alguém ouse desafiar a autoridade política de Raúl Castro para que haja um contraponto político naquele país. As pessoas lá não possuem liberdade de pensamento nem de expressão, muito menos de voto. Lá, por certo, o voto é visto com saudade, como um direito a ser reconquistado, mais como uma quimera do que como uma utopia, diante do quadro político interno. Fidel partiu, deixou Castro, que castra, do mesmo modo, a liberdade do povo cubano! Fidel Castro entra para a história da humanidade ao lado de ditadores e déspotas esclarecidos, a exemplo de Adolf Hitler, nunca um bom exemplo a ser seguido, nunca um exemplo positivo de humanidade e democracia. Pelo contrário, apenas um mau exemplo do que podemos nos tornar se sucumbirmos à truculência de donos da sua própria verdade sem resistir a abusos de autoridade e intolerância humana a liberdade de pensamento e expressão!
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