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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de novembro de 2016. Atualizado às 01h08.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 28/11/2016. Alterada em 28/11 às 02h11min

Queda de juros no Brasil e Trump

Felipe Venturini Guerra
O dia 9/11 foi marcado por uma das vitórias mais controversas da história política mundial. Conforme as urnas iam sendo apuradas e o candidato Donald Trump se tornava presidente dos EUA, as bolsas de valores mundiais desabavam. O discurso de vitória apresentou um Trump "ameno", a questão que fica para o investidor brasileiro é: qual Trump que governará, aquele protecionista ou mantendo acordos? A vitória de Hillary Clinton estava "precificada" pelos mercados e a reviravolta gerou tensão acerca dos rumos da economia mundial. Aí, muitos investidores questionaram: e o Brasil, vai conseguir dar a volta por cima e crescer em 2017? A projeção de queda da inflação e da taxa de juros se mantém? Em outubro tivemos a primeira queda da taxa Selic, a projeção do mercado é que, até o final de 2017, a taxa caia para 10,75%. Para o final de 2016, passou de 13,50% para 13,75%.
A projeção da taxa de câmbio sofreu leve aumento para 2016, passando para R$ 3,30. Para o final de 2017, permanece em 3,40. A área de análise da XP Investimentos revisou as projeções para o Ibovespa passou para o cenário base entre 62 e 65 mil pontos para o final de 2016. Outro ponto destacado refere-se ao ciclo de cortes de juros, uma vez que, com a queda do IPCA, abre-se caminho para uma redução da Selic. No entanto, com a eleição de Trump, as promessas de campanha afetam negativamente as projeções de inflação nos EUA, acelerando o aumento de juros por parte do FED e gerando uma pressão cambial no Brasil.
O Banco Central deve escolher qual risco assumir, cortar juros mais rapidamente e buscar a recuperação da economia brasileira nos próximos anos. A incerteza reside em saber qual será impacto das medidas econômicas do governo Trump no Brasil, caso elas afetem o câmbio e, consequentemente, a inflação, o ciclo de redução da taxa de juros pode ser mais lento. Continuamos otimistas com os rumos da economia no Brasil no médio e longo prazos, dependendo muito mais das medidas internas do que do setor externo. Em relação a juros, a resposta virá nesta quarta-feira, segundo dia da última reunião do Copom no ano.
Assessor de investimentos
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