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Porto Alegre, domingo, 20 de novembro de 2016. Atualizado às 19h18.

Jornal do Comércio

Internacional

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frança

Alterada em 20/11 às 20h18min

Sarkozy reconhece derrota em primária conservadora na França

O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy reconheceu a derrota nas primárias para escolher o candidato do Partido Os Republicanos, o maior da oposição conservadora na França, para a eleição presidencial do próximo ano. Os ex-primeiros-ministros François Fillon e Alain Juppé ficaram à frente de Sarkozy nos resultados parciais das urnas divulgados até o momento e devem avançar para a etapa decisiva em 27 de novembro. Em um discurso na sede de campanha em Paris neste domingo, Sarkozy pediu a seus apoiadores que votem em Fillon. Com mais de 3,2 milhões de votos contabilizados, de um total estimado de mais de 5 milhões, Fillon tinha 44%, Juppé, 28,1%, e Sarkozy, 21,1%.
Espera-se que o vencedor tenha fortes chances de vencer as eleições presidenciais previstas para abril/maio, porque os rivais tradicionais da esquerda foram enfraquecidos pelo governo considerado problemático do socialista François Hollande.
O principal concorrente do candidato conservador pode vir a ser a líder de extrema direita Marine Le Pen, que espera que o sentimento anti-imigrantes, anti-muçulmanos e contra os políticos tradicionais possa impulsioná-la para a Presidência. Le Pen, candidata oficial do seu partido Frente Nacional, não participa da primária conservadora.
A campanha para indicação conservadora foi marcada por preocupações sobre imigração e extremismo. Fillon, que desfrutou de um recente impulso de popularidade graças à sua imagem de mais autoridade e seriedade na comparação com Sarkozy, promete organizar um referendo sobre um sistema de cotas para imigrantes. Em contraste, Juppé defende uma visão mais pacífica da sociedade francesa, baseada no respeito à liberdade religiosa e à diversidade étnica.
No fronte econômico, todos os candidatos querem reduzir os impostos - especialmente sobre as empresas - e reduzir o número de servidores públicos. Os principais candidatos também concordam em afrouxar o limite de 35 horas semanais da jornada de trabalho no país.
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