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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de novembro de 2016. Atualizado às 05h39.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 09/11/2016. Alterada em 09/11 às 06h41min

Apuração confirma disputa eleitoral acirrada

Eleitores lotaram seções de voto para escolher seu 45º presidente

Eleitores lotaram seções de voto para escolher seu 45º presidente


RYAN MCBRIDE/AFP/JC
O estado da Flórida, tido como um reduto de indecisos na mais acirrada corrida eleitoral norte-americana de todos os tempos, era considerado determinante para eleger o novo presidente dos Estados Unidos. A apuração não havia acabado até o fechamento desta edição, mas, com a vitória conquistada por Donald Trump no ensolarado território, o republicano tinha boas chances de encerrar um período de oito anos de domínio democrata.
Os resultados oficiais devem ser divulgados no início da manhã de hoje. Até a 1h desta quarta-feira, Trump tinha conquistado 137 votos no colégio eleitoral, a maioria deles na Costa Leste (onde a apuração começou antes), contra 104 de Hillary. São necessários 270 de 538 delegados para se eleger.
A corrida presidencial prometia emoção até o último minuto, com polarização dos votos. Os resultados das pesquisas - que, em sua maioria, deram vitória apertada de Hillary Clinton - foram colocados à prova logo nas primeiras horas da apuração, quando Trump tomou a dianteira e poucas vezes foi ultrapassado. De acordo com dados divulgados pela rede CNN e pelo jornal Washington Post, com quase 40% dos votos apurados, a ex-secretária de Estado norte-americana estava atrás do magnata, perdendo por 49% a 47%.
No entanto, nas eleições dos EUA, o que importa é o número de delegados obtidos em cada um dos 50 estados, não importando se a vitória é por pequena ou larga margem. Ou seja, quem vencer em determinado estado, leva todos os delegados daquele colégio eleitoral.
Por conta desse complexo sistema eleitoral, vencer em regiões nas quais, por proporcionalidade, há maioria de representantes, é fundamental. É o caso da Califórnia, com 55 delegados, mas que não tinha parciais disponíveis até o fechamento da edição. Na Flórida, Hillary e Trump se alternavam na liderança, mas, no fim das contas, o republicano levou a melhor por uma pequena vantagem, arrebatando os 29 delegados. Ironicamente, o estado é um grande reduto de latinos, tão desprezados pelo magnata em sua campanha eleitoral.
A jornada eleitoral prometia ser longa, uma vez que o país abrange quatro fusos horários. Os primeiros colégios eleitorais, na Costa Leste, fecharam com uma diferença de seis horas do último, no Alasca. Além disso, o voto nos EUA ainda é feito em papel.
Para eleger seu 45º presidente, os eleitores foram às urnas escolher entre Hillary, que pode se tornar a primeira mulher a governar o país, e Trump, apresentador e homem de negócios. O vencedor terá como herança um país bastante desconfiado de seu próximo mandatário. A economia, que está melhorando aos poucos, ainda deixa a desejar. Na área militar, menor que há oito anos no exterior, novas ameaças terroristas surgiram nos últimos anos.
Segundo as pesquisas, as chances de vitória de Hillary eram maiores que as de Trump. Ela chegou ao dia das eleições com vantagem de 3,3 pontos porcentuais, considerando a média de todos os levantamentos divulgados no país, mostra estudo do RealClearPolitics. É a diferença mais alta desde 29 de outubro e, no geral, pouco acima das margens de erro, de três pontos. No momento mais acirrado dos últimos dias, a diferença chegou a cair para 1,3 ponto, influenciada pela decisão do FBI de reabrir as investigações do uso dos e-mails pessoais da democrata para receber mensagens oficiais enquanto era secretária de Estado. No domingo, as autoridades a livraram de culpa no caso.
A tensão das eleições seguiu com o resultado apertado na apuração. Eleitores se aglomeravam em Times Square para ver os resultados. Além da votação para presidente, na mesma data também ocorreram eleições para a Câmara dos Representantes, Senado - ambas lideradas pelos republicanos -, para governadores de alguns estados do país e também alguns referendos locais.
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