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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de novembro de 2016. Atualizado às 08h23.

Jornal do Comércio

Geral

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justiça

Alterada em 23/11 às 09h27min

Júri de bancário que atropelou ciclistas inicia nesta quarta-feira

Neis atropelou 17 ciclistas da Massa Crítica em 2011

Neis atropelou 17 ciclistas da Massa Crítica em 2011


Claiton Dornelles/JC
Começa nesta quarta-feira (23) o julgamento do motorista que atropelou ciclistas no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, em 2011. Ricardo José Neis é acusado de atropelar 17 ciclistas. Após quase seis anos de tramitação na Justiça, audiência estava marcada para começar às 9h de hoje e pode durar até dois dias.
Caberá ao Tribunal do Júri condenar ou não o réu por 11 tentativas de homicídio e cinco lesões corporais. A condução será do juiz Maurício Ramires e atuarão na acusação os promotores Eugênio Paes Amorim e Lúcia Helena de Lima Callegari. A defesa do réu, que aguarda em liberdade, será realizada pelo Advogado Manoel Pedro Silveira Castanheira.
O crime ocorreu em fevereiro de 2011 e chegou a ganhar repercussão internacional. Dezessete ciclistas do movimento Massa Crítica, que costuma pedalar pelas ruas de Porto Alegre divulgando a bicicleta como meio de transporte, foram atingidos pelo automóvel Golf dirigido pelo bancário. Ele teria ficado irritado por ter a passagem bloqueada pelo grupo e avançou com o carro para cima dos ciclistas.
A prisão preventiva do bancário foi decretada em 2 de março de 2011. A liberdade provisória de Neis foi concedida em 7 de abril do mesmo ano. O réu recorreu ao Tribunal de Justiça do RS da sentença que determinou que ele fosse julgado pelo Tribunal do Júri. O TJ, no entanto, manteve a decisão de primeira instância. A defesa do bancário, então, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O recurso permaneceu na instância superior por um ano e meio. Em 2015, o processo retornou para a 1ª Vara do Júri de Porto Alegre. Foram realizadas várias diligências a pedido do Ministério Público e da defesa de Ricardo José Neis.
Em fevereiro deste ano, ao completar cinco anos, o processo passou a ser acompanhado pelo Conselho Nacional de Justiça e pela Corregedoria-Geral de Justiça do Rio Grande do Sul para agilizar a conclusão do caso.
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