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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de novembro de 2016. Atualizado às 22h03.

Jornal do Comércio

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Educação

Notícia da edição impressa de 22/11/2016. Alterada em 21/11 às 20h50min

Rio Grande do Sul ainda está longe de cumprir metas do Plano Nacional

Igor Natusch
O Ensino Médio é "o ponto trágico" da educação gaúcha, afirmou o pesquisador da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Marcos Vinício Wink Junior, durante seminário na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Segundo ele, o Estado ainda está distante de cumprir a meta estabelecida no Plano Nacional de Educação, de 2014, de universalizar, até o final deste ano, o atendimento escolar na faixa entre 4 e 17 anos.
O seminário "Desafios da Educação Básica", promovido pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia (CECDCT) da Assembleia, foi proposto pelo presidente do colegiado, deputado estadual Tiago Simon (PMDB). O objetivo, segundo o parlamentar, é propor uma discussão na esfera governamental que encare os índices negativos que envolvem a educação gaúcha e, a partir deles, buscar soluções para reverter o quadro.
Durante a fala de abertura do seminário, Wink expôs dados compilados pelo Núcleo de Indicadores Sociais da FEE, a partir de diferentes esferas estaduais e federais. Os números mais recentes do Índice de desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), referentes a 2015, apontam o ensino gaúcho em queda, com nota de 3,6 - bem abaixo da média nacional (5,5) e os menores desde que o Ministério da Educação começou a coletar os dados, em 2005.
Da mesma forma, as notas obtidas pelo Estado no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) apontam queda no Ensino Médio - que segue acima da média nacional, mas vem em queda constante nas últimas avaliações. O Saeb é realizado a cada dois anos, com provas padronizadas de Língua Portuguesa e Matemática. No Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o índice preocupante está na educação infantil: 72% das crianças gaúchas têm acesso a creches e pré-escolas no Rio Grande do Sul, quando a média nacional é de 82,7%.
O mapa do acesso à educação básica em solo gaúcho reproduz o panorama econômico do Estado, com melhores índices sendo atingidos em áreas de maior renda, como a Região Metropolitana e a Serra. De acordo com Wink, é preciso buscar casos de sucesso em alguns municípios gaúchos como exemplos para pensar políticas em esfera estadual, com foco na Educação Infantil. "Os maus índices obtidos até a quinta série do Fundamental são muito difíceis de recuperar mais adiante. Investir em ensino básico pode custar pouco e ter um retorno permanente", defende.
O seminário contou também com a presença de Ernesto Martins Faria, da Fundação Lemann, que usou dados do Saeb para demonstrar a baixa eficiência no ensino de Português e Matemática no País, e do professor da Faculdade de Economia da Ufrgs, Flávio Comim, que abordou a temática "Como a escola desensina: o caso da Matemática nos primeiros anos do Ensino Fundamental". O debate foi mediado pela secretária adjunta de Educação do Estado, Iara Wortmann.
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