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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de novembro de 2016. Atualizado às 15h20.

Jornal do Comércio

Geral

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Patrimônio

Notícia da edição impressa de 17/11/2016. Alterada em 16/11 às 22h03min

Guarda Municipal nega descaso com Otávio Rocha

Agentes dão apoio a ações das secretarias, garantindo a proteção

Agentes dão apoio a ações das secretarias, garantindo a proteção


ANTONIO PAZ/JC
Isabella Sander
Ponto de concentração de pessoas em situação de rua e, entre elas, assaltantes e traficantes, o viaduto Otávio Rocha dá a impressão a quem habita ou trabalha na região de que está abandonado à própria sorte. Em reportagem publicada ontem no Jornal do Comércio, Adacir José Flores, presidente da Associação Representativa e Cultural dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha (Arccov), reclamou que não há policiamento na região. "Não sei para que serve a Guarda Municipal (GM)", desabafou.
No entanto, o comandante interino da GM, João Celso Bertuol, garante que o patrulhamento é realizado pelo menos uma vez a cada turno nas proximidades do viaduto. "Nós fazemos um patrulhamento preventivo. Como não podemos atuar diretamente na questão da segurança pública, atuamos quando há situações flagrantes, ou seja, quando há um ato acontecendo enquanto estamos lá. No mais, apoiamos as ações das demais secretarias, especialmente a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), protegendo servidores e população de rua", explica.
O atendimento, porém, não é voltado para casos específicos. A dificuldade está na falta de efetivo. Hoje, a GM possui 483 servidores, grande parte deles atendendo setores fixos, e não fazendo patrulhas. O patrulhamento envolve em torno de 150 guardas municipais divididos em quatro turnos. Ou seja: Porto Alegre conta com menos de 40 profissionais por turno para defender seu patrimônio e sua população. Além disso, somente entre 200 e 220 têm porte para arma de fogo.
Bertuol ainda não conversou com Nelson Marchezan Júnior, que assumirá como prefeito em 1 de janeiro de 2017, sobre o chamamento de aprovados em concurso para a GM. Por enquanto, Marchezan ainda está em fase de reconhecimento das condições nas quais se encontra a prefeitura. O concurso foi realizado em dezembro do ano passado e abriu dez vagas. Contudo, o comandante interino estima que há 140 cargos vagos na administração centralizada da guarda.
Se chamados, os aprovados em concurso seriam destacados principalmente para qualificar o patrulhamento. "As ações de patrulha têm dado resposta, tornado os locais mais seguros. A violência não está na escola, e sim no entorno, por exemplo. Precisamos garantir a saída e a entrada seguras nas instituições de ensino", observa Bertuol.
Sempre que possível, o comando da GM tem chamado agentes de setor fixo para atuar na patrulha, através de convencimento. "Ninguém é obrigado, porque todos fizeram concurso para fazer proteção patrimonial, mas aos poucos o perfil tem mudado para proteção social", afirma o comandante interino.

DMLU afirma lavar calçadas de viaduto diariamente

Outra reclamação publicada pela reportagem foi a de que o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) não estaria fazendo a lavagem das calçadas desde que o número de pessoas em situação de rua morando embaixo do viaduto se multiplicou. "Antes o DMLU fazia a lavagem duas vezes por semana e, hoje, não acontece mais. Quem passa por ali sente um cheiro horroroso", ressalta Auber Lopes de Almeida, que mora nas proximidades do monumento. De acordo com a vizinhança, uma Organização Não Governamental (ONG) chegou a solicitar ao departamento que não lavasse mais aquelas calçadas, para não incomodar a população que lá vive.
Por meio de assessoria de imprensa, o DMLU informou que desconhece qualquer solicitação de ONGs e que realiza a varrição e a lavagem das calçadas do viaduto todas as noites, de modo alternado. Numa noite é feita a limpeza em um lado do viaduto e, na noite seguinte, na outra calçada. "As equipes conversam com os moradores do local e pedem que eles troquem de calçada, para que o serviço seja executado. Isso é feito para evitar molhá-los", explicou o departamento, em nota.
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Comentários
Vanessa 18/11/2016 14h47min
Muito colher de chá, tem que tirar por bem ou por mal aquele pessoal dali. Estão transformando o centro numa favela. Cada um com seus problemas. Não passo mais por ali, o mal cheiro é insuportável, o risco de assalto é enorme, fora ter que olhar para um bando de desocupados, que não querem nada com nada.
joao carlos 17/11/2016 12h46min
É muita tolerância!nNova York estava se tornando uma cidade assim, suja, mendigos e desocupados por todo o lado, até ser eleito o prefeito Giuliani, e implantar a tolerância zero. Em três meses a cidade ficou livre da bandidagem e dos "coitadinhos" vitimas da sociedade. E a população aprovou de forma unanime tais medidas, tanto é que foi reeleito. Precisamos de um prefeito de pulso e que não tenha medo de enfrentar os "direitos dos mano" e os petralhas e bandidos afins de plantão.n