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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de dezembro de 2016. Atualizado às 14h04.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 01/12/2016. Alterada em 30/11 às 22h36min

Direção da CEEE não trabalhava com ideia de privatização da companhia

Pinheiro Machado concorda que os passivos serão obstáculos

Pinheiro Machado concorda que os passivos serão obstáculos


FREDY VIEIRA/JC
Apesar das últimas movimentações do Executivo gaúcho, que sinalizam a intenção de vender a CEEE, a diretoria da estatal não estava planejando a realização de uma ação dessa natureza. O presidente do Grupo CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, admite que não trabalhava com a hipótese do envio de uma proposta do governo do Estado para a Assembleia Legislativa que solicitasse o fim do plebiscito para tratar de uma possível federalização ou privatização da companhia.
"A decisão é do acionista controlador (governo), em função da crise do Estado", afirma o dirigente. Pinheiro Machado diz que agora aguarda os desdobramentos da resolução adotada, pois há implicações operacionais. O presidente da estatal cita, como exemplo, contratos de financiamentos com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com a Agência Francesa de Desenvolvimento que poderiam ter vencimentos antecipados ou serem interrompidos. Outro receio é que a dúvida sobre o futuro da empresa possa tornar mais complexa a tomada de empréstimos.
Pinheiro Machado concorda com o presidente do Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul (Senergisul), Jorge Eduardo Saraiva Bastos, que apontou que passivos (como o previdenciário e trabalhista) serão obstáculos para a alienação da CEEE. Contudo, o presidente da estatal reforça que a posição final sobre o assunto dependerá da consideração da Assembleia Legislativa. De acordo com o dirigente, os planos de recuperação da companhia, que preveem ações como a venda de ativos (terrenos e participação em empreendimentos), continuam sendo elaborados.
Durante o seu discurso na solenidade em Osório, o governador José Ivo Sartori disse que esperava uma discussão racional sobre as propostas apresentadas pelo governo e frisou que era preciso debater as competências do Estado. "Cabe ao Estado do Rio Grande do Sul minerar carvão? Armazenar alimentos?", indagou o governador, fazendo alusões a estatais como a CRM e a Cesa. Sartori ressaltou ainda que o equilíbrio financeiro do Estado é uma agenda positiva. "Ninguém tira dinheiro de onde não tem", argumentou. Sartori lembrou que o aumento do ICMS permitiu um incremento na receita dos municípios na ordem de 10%.
Mesmo que a questão da eventual privatização da CEEE não avance, a pauta já está sendo comentada dentro do setor elétrico. O diretor de estudos de energia elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Amilcar Guerreiro, em sua apresentação, enfatizou que era bom sinal para o governo gaúcho a confirmação do sucesso da venda da Celg D. A empresa italiana Enel comprou a distribuidora Celg D por R$ 2,187 bilhões, em lance único, durante leilão realizado ontem, na Bolsa de Valores de São Paulo. O valor representa ágio de 28% sobre o preço mínimo de R$ 1,791 bilhão. A Eletrobras irá receber R$ 1,065 bilhão, o equivalente à sua participação acionária na distribuidora de energia, que atende 98,7% do estado de Goiás.
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Comentários
Fabrício Barcellos Aguirre 08/12/2016 14h37min
Esse ágio de 28% é uma falácia ardilosa. O preço de venda da CELG-D era R$2,8 bilhões, como o pregão não teve interessados, relançaram com desconto. Na prática foi vendida com deságio de 22%.