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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de novembro de 2016. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 29/11/2016. Alterada em 28/11 às 21h39min

PIB revisado do Estado aponta recuo de 0,3% em 2014

Freitas lembra que economia gaúcha foi afetada pelo mercado de grãos

Freitas lembra que economia gaúcha foi afetada pelo mercado de grãos


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Guilherme Daroit
A consolidação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 trouxe, até certo ponto, boas notícias ao Rio Grande do Sul. A relativização é porque, afinal de contas, o Estado apresentou retração naquele ano. A economia gaúcha gerou R$ 357,82 bilhões em 2014, queda de 0,3% em relação a 2013. Apesar disso, o resultado é melhor do que a estimativa, que era de queda de 0,4%. Ao mesmo tempo, significa que o Rio Grande do Sul retomou a quarta posição entre os estados brasileiros, representando 6,2% do PIB brasileiro e ultrapassando novamente o Paraná.
Os dados foram divulgados ontem pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), ao mesmo tempo em que era realizado também nos outros estados brasileiros. Todos os trimestres, a entidade divulga uma estimativa para o PIB do período, que depois passa por cálculos mais profundos que consolidam os números. O mesmo é feito em todos os estados por outras instituições, e, nacionalmente, pelo IBGE. O órgão federal também revisou, na semana passada, o desempenho do PIB do Brasil em 2014, de -0,1% para -0,5%. O coordenador do núcleo de Contas Regionais da entidade, Roberto Rocha, ressalta que a estimativa feita pela FEE, portanto, foi mais próxima da realidade do que a feita pelo IBGE.
Segundo o economista da FEE Antônio Albano de Freitas, o desempenho da economia gaúcha em 2014 foi o quarto pior de todo o País, sendo melhor apenas do que os de Minas Gerais (-0,7%), São Paulo (-1,4%) e Paraná (-1,5%). O resultado ainda pior neste último, aliás, foi o que permitiu que o Rio Grande do Sul retomasse a posição de quarta maior economia brasileira que havia perdido para os paranaenses em 2013. Um dos principais motivos, segundo Freitas, é que o Paraná registrou queda de 12,3% para 11% no valor adicionado (VA) de eletricidade, gás, água e esgoto, enquanto o setor se manteve estável em 4% no Rio Grande do Sul.
Já a queda na economia gaúcha se explica pela perda de valor tanto na agropecuária quanto na indústria. Em 2014, a agropecuária apresentou queda de 4,9% em relação a 2013, por conta, principalmente, da perda de valor de grãos como a soja e o milho. Além disso, a base era grande do ano anterior, quando o Estado apresentou uma grande safra que recuperou a economia da estiagem de 2012 - o que impulsionou o grande crescimento do PIB em 2013. A indústria também registrou queda de 5,2% em 2014, e a administração pública, de 0,5%. O tombo só não foi maior porque o bom desempenho do comércio ( 2,4%) e das atividades profissionais, que engloba as remunerações do setor privado ( 5,2%) ajudaram a equilibrar o cálculo.
Em toda a série histórica atual, que começa em 2002, o Rio Grande do Sul é o segundo estado que menos cresceu no Brasil. Nos 12 anos, o Estado viu sua economia expandir em 37,2%, melhor apenas do que o Rio de Janeiro, que cresceu 34,8%. O PIB nacional cresceu 50,7% no período. Segundo Rocha, o resultado é fruto ainda da grande estiagem de 2005, que afetou a agricultura. "No pós-2005, estamos perto da média nacional e acima da Região Sul", comenta o coordenador. Nos 12 anos da série, quem mais cresce são os estados que tinham economias mais fracas em 2002, com destaque para Mato Grosso ( 105,6%) e Tocantins ( 113%).
No PIB per capita, o Rio Grande do Sul também retomou uma posição, passando do 7º para o 6º maior entre os estados. Em 2014, o indicador gaúcho foi de R$ 31.927,16 por pessoa, atrás de Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo. A média nacional é de R$ 28.500,24. Em 2002, o Rio Grande do Sul era o quinto no ranking.

Cinco estados respondem por 64,9% da economia nacional

Cinco estados brasileiros responderam juntos por quase dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2014. As economias de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e Paraná representaram 64,9% do PIB nacional naquele ano, segundo dados das Contas Regionais divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
São Paulo continua sendo o principal motor da economia brasileira, respondendo por quase um terço do PIB do país (32,2%). O Rio de Janeiro, segunda maior força econômica do País, respondeu por 11,6%. Minas Gerais permanece na terceira colocação (com 8,9% do PIB nacional). Em relação a 2013, a única troca de posição entre os 10 maiores estados ocorreu entre o Rio Grande do Sul e o Paraná. Os gaúchos passaram os paranaenses e ocupam a quarta posição, respondendo por 6,2%. Já o Paraná, na quinta posição, responde por 6% da economia nacional.
Em termos de crescimento, no entanto, os maiores avanços ficaram com as pequenas economias regionais. Tocantins teve a maior alta entre 2013 e 2014 (6,2%), seguido pelo Piauí (5,3%), por Alagoas (4,8%), pelo Acre (4,4%) e por Mato Grosso (4,4%). Desses cinco estados, quatro estão entre as 10 menores economias do País. Em sentido oposto, grandes economias tiveram quedas devido ao comportamento da indústria da transformação: São Paulo (-1,4%), Minas Gerais (-0,7%), Rio Grande do Sul (-0,3%) e Paraná (-1,5%).
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