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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de novembro de 2016. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 29/11/2016. Alterada em 28/11 às 20h34min

Metade dos clientes bancários usa Fintechs no mundo

Players oferecem soluções que unem serviços bancários e tecnologia

Players oferecem soluções que unem serviços bancários e tecnologia


FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
O número surpreende. Metade dos clientes bancários em todo o mundo está usando produtos ou serviços de pelo menos uma Fintech - startups que oferecem soluções bancárias com processos baseados em tecnologia.
É o que revela a primeira edição do World FinTech Report (WFTR), estudo conduzido pela Capgemini e pelo LinkedIn, em colaboração com a Efma. O relatório quantifica e acompanha a resposta dos clientes em relação ao crescimento das startups de serviços financeiros, incluindo os pontos de vista dos executivos da indústria, tanto sobre essas jovens empresas e as instituições financeiras tradicionais.
As Fintechs estão ganhando força e reconhecimento entre os mais jovens e entre clientes com maior poder aquisitivo. Os mercados emergentes lideram a adoção. Mais de 75% dos clientes na China e na Índia relataram usar serviços prestados por Fintechs, seguidos pelos Emirados Árabes Unidos e Hong Kong.
Essas startups fizeram os maiores avanços na gestão de investimentos, sendo contratadas exclusivamente por 17% dos clientes, além de outros 27% que as usam adicionalmente aos fornecedores tradicionais. Com tantas Fintechs especializadas em serviços de nicho, o WFTR também descobriu que muitos clientes (46%) estão usando serviços de mais de três FinTechs.
Enquanto essas empresas continuam apresentando uma presença de mercado disruptiva, o nível geral de confiança do cliente nesses provedores continua baixo. Apenas 24% dos clientes disseram confiar na Fintech que utiliza, em comparação com 37% que confiam nas empresas tradicionais. Os usuários apontam que instituições financeiras tradicionais ainda possuem vantagem sobre quando se trata de proteção contra fraudes, qualidade de serviços e transparência.
"As Fintechs estão ganhando força ao atender às demandas que os players tradicionais ainda precisam endereçar. Porém, muitas delas ainda não têm a transparência necessária para ganhar a confiança de seus clientes e capitalizar essas oportunidades", afirma o vice-presidente de soluções de marketing do LinkedIn, Penry Price.
Por outro lado, as instituições financeiras tradicionais enfrentam desafios para se reinventar e somente um terço (35%) afirmou ter uma estratégia de inovação bem estruturada ou proativa em andamento. O líder da Unidade Global de Negócios de Serviços Financeiros da Capgemini, Thierry Delaporte, observa que os executivos mais experientes de serviços financeiros estão vendo as Fintechs sob uma nova luz, à medida em que identificam maiores oportunidades de colaboração. "Mas, com a exceção de uma parcela de líderes do setor, a maioria das empresas está lutando para alcançar resultados positivos em suas iniciativas de inovação", comenta.
As empresas tradicionais estão buscando uma ampla gama de estratégias em resposta às Fintechs. A maioria (60%) as vê como parceiros potenciais, enquanto que quase o mesmo porcentual (59%) também está desenvolvendo ativamente suas próprias capacidades internas. Além de parcerias e desenvolvimento in-house, os executivos estão explorando uma gama completa de modelos, sejam investimentos nessas startups (38%), parcerias com instituições educacionais (34%) ou definição de aceleradores (30%), enquanto um percentual muito menor (19%) está adquirindo Fintechs.
 
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