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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de novembro de 2016. Atualizado às 22h03.

Jornal do Comércio

Economia

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TRABALHO

Notícia da edição impressa de 22/11/2016. Alterada em 21/11 às 22h19min

Centrais sindicais propõe 10,65% de reajuste no mínimo regional

Entidades se reuniram na manhã e na tarde de ontem para debater a pauta de reivindicações

Entidades se reuniram na manhã e na tarde de ontem para debater a pauta de reivindicações


CTB/DIVULGAÇÃO/JC
Carolina Hickmann
Centrais sindicais estiveram reunidas ao longo do dia de ontem para tratar das negociações do salário-mínimo regional. A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reuniu-se pela manhã, enquanto a Força Sindical concentrou seus dirigentes à tarde.
Na reunião da manhã ficou decidido que a organização em torno da pauta será semelhante aos anos anteriores, com mobilizações nos gabinetes dos deputados e de rua. Já foi entregue ao secretário do Trabalho e do Desenvolvimento Social, Catarina Paladini, a proposta de reajuste baseada no INPC, de 10,65%. Eles esperam que haja celeridade no repasse a Assembleia Legislativa do Estado.
No ano passado houve demora no processo e o reajuste foi aprovado somente no final de março. O reajuste do ano passado foi de 9,61%, retroativo ao mês de fevereiro, data-base do piso regional. O número foi quase 2% inferior ao INPC, pedido pelos sindicalistas, que correspondia a 11,38%. A solução do Palácio Piratini na ocasião foi subtrair do índice do INPC o crescimento negativo do PIB gaúcho. Este ano, de acordo com a Fundação de Economia e Estatística, a tendência é de redução da queda.
A secretária-geral da CTB, Eremi Melo, espera que haja sensibilidade com a condição dos trabalhadores, tanto por parte do Executivo como do Legislativo. "É muito importante para o Estado que o governo crie as condições necessárias para o envio do projeto em tempo hábil de apreciação dos deputados nos prazos. Assim, em primeiro de janeiro os trabalhadores poderão receber este reajuste", argumenta. "Que seja mais rápido que o ano passado. O percentual está dado."
As dificuldades econômicas do Estado já são citadas como possíveis impeditivos. Eremi alega que os cortes de reajuste dos empresários já foram realizados. "Os ajustes já foram feitos com cortes de pessoal, agora precisamos valorizar os que ficaram", propõe. Ela ainda argumenta que a CTG já provou que a valorização salarial não é motivo para os cortes. "Não é o salário que causa desemprego, é a falta de investimento na produção que aumenta a demanda. Senão haverá sempre demissões", pondera.
Na reunião da Força foi deliberado que o reajuste pedido seja a inflação deste ano acrescido do que deixou de se ganhar no ano passado. A central confirma que estará disponível, inclusive visitando gabinetes, para esclarecer questões relacionadas a pauta. Eles, no entanto, são menos taxativos e propõe um acordo em comum. "Isso é uma proposta que as centrais estão colocando, não quer dizer que iremos ganhar. As negociações atualmente, para qualquer tipo, se dão em face de sabermos que estamos em um momento de crise", comenta o presidente da Força, Marcelo Furtado.
As reuniões eram organizacionais, mas também tinham como objetivo a confirmação de um encontro com o governo. Desde a semana passada a Secretaria do Trabalho e do Emprego condiciona o início das negociações a uma reunião do Executivo. O anúncio de um novo pacote de medidas por parte do Palácio Piratini dificultou a comunicação entre as partes.
Participaram em conjunto com a CTB, CUT, Nova Central, UGT, Dieese, Federação dos Trabalhadores assalariados rurais (Fetar), Federação dos Comerciários (Fecosul), Federação dos Trabalhadores em Empresas de Difusão Cultural e Artística (Fitedeca) e Sindicato das Secretárias e Secretários (Sisergs). Na parte da tarde reuniram-se, além da Força Sindical, UGT e CGTB.
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