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Porto Alegre, terça-feira, 22 de novembro de 2016. Atualizado às 14h18.

Jornal do Comércio

Economia

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Sistema Financeiro

Notícia da edição impressa de 22/11/2016. Alterada em 22/11 às 15h23min

Banco do Brasil quer reduzir a folha de pagamento em 3 bilhões

No Rio Grande do Sul, com a reorganização, 16 agências serão encerradas

No Rio Grande do Sul, com a reorganização, 16 agências serão encerradas


Marcelo Camargo/Agência Brasil/JC/
O presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, afirmou que a redução de custos anunciada no domingo é necessária para que o BB não continue a ter um lucro menor que os demais grandes bancos de varejo. O desejo da diretoria é diminuir a folha de pagamento em mais de R$ 3 bilhões por ano para adequar esse custo com o resto do mercado. Com fechamento de agências e outras medidas, a economia será de outros R$ 750 milhões anuais.
"Temos resultado bastante aquém que os pares de mercado", disse o presidente do banco. Caffarelli explicou que a migração do cliente da agência física para o aplicativo no celular diminui a necessidade de locais e ainda aumenta a rentabilidade de cada cliente em até 40%. Por isso, o banco resolveu diminuir o número de agências em todo o país. Os funcionários saberão nesta manhã se a agência que trabalha será fechada ou não.
Caso seja fechada, o trabalhador poderá aderir ao programa de aposentadoria incentivada. Ou receberá salário por quatro meses enquanto aguarda a transferência não necessariamente para outra cidade.
Serão fechadas 402 agências e outras 379 serão transformadas em postos de atendimento. Além disso, 31 superintendências fecharão as portas. No Rio Grande do Sul, o BB oferece atualmente 452 unidades de atendimento, sendo 384 agências e 68 postos de atendimento. Com a reorganização, 16 agências serão encerradas e 15 agências serão transformadas em postos de atendimento.
Toda a mudança estrutural no País deve cancelar 9,3 mil vagas. O presidente garantiu que ninguém será demitido. "Banco do Brasil não está demitindo ninguém", falou Caffarelli. "Talvez a gente consiga acomodar essa situação da melhor maneira possível".
Para compensar o fechamento desses postos de trabalho, o BB abriu a possibilidade de aposentar 18 mil funcionários. Isso economizaria mais de R$ 3 bilhões por ano. No entanto, não é comum que a adesão seja de 100% das vagas. No último programa de aposentadoria, apenas 5 mil funcionários aderiram. Isso representa apenas 28% das vagas.
Caffarelli diz que a sua expectativa é que o programa atual tenha mais sucesso porque o incentivo é maior. No ano passado, foram ofertados 7 salários para os funcionários que decidissem pela aposentadoria. Agora, a oferta é de 12 salários. Pode chegar até 15 salários, de acordo com o tempo de serviço. Para se aposentar, é preciso ter no mínimo 50 anos de idade e 15 anos de carreira na instituição.
O BB também que diminuir o custo com o salário dos funcionários. Para isso, lançou um programa de redução de carga horária. Seis mil pessoas podem pedir para trabalhar apenas seis horas. Para ter uma jornada menor, tem de aceitar receber apenas 83,75% ao ano.
Atualmente, o BB tem 108 mil funcionários. No dia 9 de dezembro, a instituição deve ter noção de quantos aderiram às mudanças. "A gente não vai divulgar o impacto no resultado do ano que vem."

Sindicato critica medidas anunciadas pela instituição

O presidente do Banco do Brasil (BB), Paulo Rogério Caffarelli, afirmou que a redução de custos anunciada no domingo é necessária para que o BB não continue a ter um lucro menor que os demais grandes bancos de varejo. O desejo da diretoria é diminuir a folha de pagamento em mais de R$ 3 bilhões por ano para adequar esse custo com o resto do mercado. Com fechamento de agências e outras medidas, a economia será de outros R$ 750 milhões anuais.
"Temos resultado bastante aquém que os pares de mercado", disse o presidente do banco. Caffarelli explicou que a migração do cliente da agência física para o aplicativo no celular diminui a necessidade de locais e ainda aumenta a rentabilidade de cada cliente em até 40%. Por isso, o banco resolveu diminuir o número de agências em todo o País. Os funcionários saberão, nesta manhã, se a agência que trabalha será fechada ou não.
Caso seja fechada, o trabalhador poderá aderir ao programa de aposentadoria incentivada. Ou receberá salário por quatro meses enquanto aguarda a transferência não necessariamente para outra cidade.
Serão fechadas 402 agências e outras 379 serão transformadas em postos de atendimento. Além disso, 31 superintendências fecharão as portas. No Rio Grande do Sul, o BB oferece atualmente 452 unidades de atendimento, sendo 384 agências e 68 postos de atendimento. Com a reorganização, 16 agências serão encerradas e 15 agências serão transformadas em postos de atendimento.
Toda a mudança estrutural no País deve cancelar 9,3 mil vagas. O presidente garantiu que ninguém será demitido. "Banco do Brasil não está demitindo ninguém", falou Caffarelli. "Talvez a gente consiga acomodar essa situação da melhor maneira possível."
Para compensar o fechamento desses postos de trabalho, o BB abriu a possibilidade de aposentar 18 mil funcionários. Isso economizaria mais de R$ 3 bilhões por ano. No entanto, não é comum que a adesão seja de 100% das vagas. No último programa de aposentadoria, apenas 5 mil funcionários aderiram. Isso representa apenas 28% das vagas.
Caffarelli diz que a sua expectativa é que o programa atual tenha mais sucesso porque o incentivo é maior. No ano passado, foram ofertados sete salários para os funcionários que decidissem pela aposentadoria. Agora, a oferta é de 12 salários. Pode chegar até 15 salários, de acordo com o tempo de serviço. Para se aposentar, é preciso ter, no mínimo, 50 anos de idade e 15 anos de carreira na instituição.
O BB também que diminuir o custo com o salário dos funcionários. Para isso, lançou um programa de redução de carga horária. Seis mil pessoas podem pedir para trabalhar apenas seis horas. Para ter uma jornada menor, tem de aceitar receber apenas 83,75% ao ano.
Atualmente, o Banco do Brasil tem 108 mil funcionários. No dia 9 de dezembro, a instituição deve ter noção de quantos aderiram às mudanças. "A gente não vai divulgar o impacto no resultado do ano que vem."
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