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Porto Alegre, domingo, 20 de novembro de 2016. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Economia

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Finanças

Notícia da edição impressa de 21/11/2016. Alterada em 20/11 às 20h29min

Setor de crédito aposta em recuperação a partir de 2017

Para Hilgo Gonçalves, clientes devem apresentar mais conscientização

Para Hilgo Gonçalves, clientes devem apresentar mais conscientização


Antonio Paz/JC
Roberta Mello
Empresas do setor de crédito, financiamento e investimento apostam em uma recuperação a partir de 2017. A expectativa é que o crescimento seja menor do que em anos anteriores, quando houve a explosão do crédito e dos financiamentos devido à entrada mais forte das classes C, D e E no mercado consumidor, porém, que o desenvolvimento terá melhor qualidade, com menos endividamento e, principalmente, inadimplência.
O crescimento do setor das empresas de crédito, financiamento e investimento deve fechar 2016 sem crescimento. É esperada queda de 3,2% no Crédito Total do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A retomada deve ocorrer em 2017, com expectativa de crescimento de 5% a 8%, conforme dados da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).
A manutenção de um crescimento menor com estabilidade é considerada mais saudável para o setor. Segundo o presidente da Acrefi, Hilgo Gonçalves, o crédito assume seu verdadeiro valor quando é pago, por isso, mesmo que o segmento não cresça com a mesma velocidade já verificada dessa vez será com qualidade melhor, devido à conscientização dos clientes.
O panorama econômico nacional dá sinais claros de recuperação com a nova equipe econômica. Para, o sucesso da primeira votação da Proposta de Emenda Constitucional (Pec) 241 - a chamada Pec do Teto, demonstra que a economia está entrando nos eixos e que o governo está novamente tomando as rédeas da situação.
Nesse cenário, o mercado de crédito passará a ter estímulo pró-cíclico devido à volta da atividade econômica, queda do risco de empréstimo, redução da "inadimplência potencial" e finalização do ajuste de perdas decorrentes da imensa desalavancagem financeira ao longo de 2015 e 2016. Conforme a entidade representativa do setor, foi esse um processo gerador de perdas que têm sido ajustadas e absorvidas no balanço patrimonial das instituições financeiras e também de extensas reestruturações ou renegociações de dívidas junto a pessoas físicas e jurídicas.
O saldo das carteiras tem recuado fortemente, com mais intensidade nos casos das PJs. Embora fortemente endividadas e com orçamento restrito, as PFs tiveram queda menor em termos relativos.
Com mais de 40 anos de experiência no mercado financeiro, sendo 23 deles no Unibanco, 17 no HSBC e 9 na Losango, sendo os últimos 7 como CEO, Hilgo Gonçalves assumiu a presidência da entidade em maio deste ano com o desafio de colaborar com a retomada dos números positivos no setor. Por isso, explica, o principal foco da gestão é apostar na educação financeira dos clientes e no atendimento qualificado de quem está na ponta na cadeia.
"É preciso conhecer mais o cliente e adequar o crédito e o financiamento ao perfil de quem busca as instituições associadas", diz Gonçalves. O executivo enfatiza que apenas o crédito consciente pode ajudar a alavancar os negócios e acabar com o certo preconceito pela facilidade.
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