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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de novembro de 2016. Atualizado às 12h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria automotiva

Alterada em 18/11 às 13h37min

Volkswagen anuncia corte de até 30 mil postos de trabalho em cinco anos

Mueller (centro) prevê que 23 mil postos sejam cortados na Alemanha. A alegação é buscar lucro

Mueller (centro) prevê que 23 mil postos sejam cortados na Alemanha. A alegação é buscar lucro


RONNY HARTMANN/AFP/JC/
A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira (18) uma reestruturação de suas operações para produção de carros de passageiros que inclui o corte de até 30 mil vagas ao longo de cinco anos. A medida é parte de um esforço para impulsionar os lucros da companhia, após o escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes. Perto das 8h20min (horário de Brasília), a ação da empresa subia 0,64% na Bolsa de Frankfurt.
A marca VW, o maior negócio da montadora alemã em vendas, luta há anos para se manter lucrativa. Desde que admitiu no ano passado ter fraudado quase 11 milhões de carros a diesel para trapacear em testes de emissões, a companhia teve de pagar mais de € 18 bilhões (US$ 19 bilhões e R$ 65,5 bilhões) em compensações para consumidores e custos processuais. Até 2020, a Volkswagen busca melhorar seu lucro com sua marca principal em € 3,7 bilhões ao ano, aumentando o lucro antes de impostos com as vendas a 4%, de menos de 2% no trimestre financeiro mais recente. 
Com o corte de vagas, 23 mil dos quais devem ocorrer na Alemanha. Ou seja, de cada cinco, quase quatro ocorrerão (76%) no país sede da companhia. Outras medidas estão previstas para melhorar a produtividade das fábricas alemãs em 25% nos próximos anos. 
O executivo-chefe da Volkswagen, Matthias Mueller, busca aproveitar o contexto de crise para realizar medidas para reestruturar a empresa. O comando da companhia dialoga há oito meses com os trabalhadores sobre a reestruturação. Além disso, Müller direciona gastos para novas tecnologias. No futuro, as montadoras precisarão de menos funcionários e com habilidades diferentes para atuar no negócio e fabricar carros elétricos.
O sindicato dos trabalhadores da empresa ameaçava bloquear decisões de investimento na reunião desta sexta-feira a menos que o comando oferecesse garantias para os 282.100 funcionários da Volks na Alemanha, quase metade de sua força de trabalho global.
O acordo para cortar postos ocorre após oito meses de duras negociações com os sindicalistas, que acabaram por aceitar os cortes, que devem ser alcançados pela saída natural dos trabalhadores com o tempo e com aposentadorias antecipadas, em troca de compromissos de construção de veículos elétricos e baterias na Alemanha. Cerca de 23 mil postos devem ser cortados das fábricas alemãs, mas cerca de 9 mil novos postos devem ser criados.
A Volkswagen concordou em construir carros elétricos em Wolfsburg, sua fábrica principal, e em Zwickau, no leste alemão. A VW construirá motores elétricos em Kassel e começará a produzir baterias de celulares em sua fábrica de Salzgitter. 
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