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Porto Alegre, terça-feira, 15 de novembro de 2016. Atualizado às 20h09.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 15/11 às 21h11min

Petróleo fecha em forte alta, com otimismo sobre possível acordo da Opep

Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte alta nesta terça-feira, renovados com o otimismo sobre um possível corte na produção da commodity por países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Venezuela, Catar e Argélia discutiram a possibilidade de aderirem à proposta da Opep.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para dezembro fechou em alta de US$ 2,49 (+5,74%), a US$ 45,81 por barril, sendo a maior alta de diária desde abril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para janeiro avançou US$ 2,52 (+5,67%), a US$ 46,95 por barril.
Boa parte do bom humor com a commodity vem da próxima reunião da Opep, em que o grupo pode concordar sobre um corte estimado entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia. "De repente, há esperança. E é por isso que estamos vendo a recuperação do mercado", disse Phil Flynn, analista sênior da The Price Futures Group.
Há um consenso crescente de que a Opep chegue a um acordo, embora a capacidade do cartel de reequilibrar o mercado esteja em dúvida. "A recuperação dos preços hoje, acima de US$ 45,00 por barril, vem ao encontro da tentativa do Catar, da Argélia e da Venezuela que firmaram o compromisso de serem a favor de um corte na produção", disse o Commerzbank.
Analistas também observaram uma preocupação com os oleodutos da Nigéria, que podem interromper o fornecimento de petróleo. A notícia ajudou na alta do petróleo de acordo com Robbie Fraser, analista de commodities da Schneider Electric. "É uma combinação muito grande de fatores que culmina para a reunião da Opep", disse.
No entanto, alguns analistas continuam céticos sobre a eficácia de um possível corte na produção. "Acreditamos que a quantidade de corte prometida ficará aquém de ajudar o mercado a se reequilibrar em 2017, caso haja uma recuperação na Líbia e na Nigéria e uma estabilidade na Venezuela", disse Harry Tchilinguirian, diretor de estratégia de commodities do BNP Paribas.
Além disso, qualquer corte na produção dos países membros da Opep pode desencadear no aumento em países não membros do cartel, como Brasil e Rússia. 
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