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Porto Alegre, sexta-feira, 11 de novembro de 2016. Atualizado às 15h08.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Alterada em 11/11 às 16h13min

Em novo plano de negócios, Eletrobras busca menor endividamento e mais eficiência

A Eletrobras divulgou nesta sexta-feira (11) seu Plano Diretor de Negócios e Gestão (PDNG) 2017-2021, que tem como metas diminuir o endividamento da companhia, aumentar a eficiência operacional e corporativa e um realinhamento empresarial.
Na linha da redução do endividamento, a companhia tem como estratégia privatizações, sabidamente das distribuidoras de energia do grupo, desmobilização de ativos operacionais e não operacionais.
Já no que diz respeito à melhora da eficiência, a estratégia passa ela redução dos custos de Pessoal, Material, Serviços e Outros (PMSO), Plano de Aposentadoria Incentivado (PAI) e a criação de um Centro de Serviço Compartilhado e Automação.
Além disso, a companhia prevê um novo alinhamento empresarial, que pressupõe o aumento da efetividade da governança da holding sobre empresas que compõe o grupo.
Durante a apresentação, feita via teleconferência com analistas e investidores, o presidente Wilson Ferreira Junior destacou que a companhia apresenta baixa eficiência operacional e citou questões como os custos operacionais de geração e transmissão maiores que os de benchmarking e os custos de distribuição maiores que os regulatórios. Lembrou também que todas as distribuidoras do grupo apresentam indicadores de qualidade e Perdas Totais que não atendem requisitos definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e que possuem dívidas significativas dessas empresas com fornecedores.
Além disso, Ferreira Jr. Também salientou o fato de o preço médio de venda de energia da estatal ser inferior ao de companhias privadas, tanto no mercado livre como no mercado cativo. "O preço médio é de R$ 146 por megawatt-hora, contra R$ 173/MWh das empresas privadas. Aqui temos um potencial de melhora dos nossos números, temos uma oportunidade", disse. A companhia pretende implementar a comercialização de energia integrada como maneira de melhorar sua competitividade.
A Eletrobras deverá encerrar o ano de 2016 com investimentos de R$ 10,354 bilhões, sendo que R$ 6,678 bilhões, ou 65,4% já foram realizados nos primeiros nove meses do ano.
Em geração os investimentos devem ficar em R$ 6,327 bilhões, destacando que 61,1% já foram desembolsados até setembro. Em transmissão os aportes devem ficar em R$ 2,325 bilhões, sendo 82,1% já realizados.
Em distribuição 47,5% dos R$ 1,398 bilhão previstos para o ano já ocorreram de janeiro a setembro.
O resultado do negócio de distribuição da Eletrobras, que mostra aumento do prejuízo líquido no segmento no terceiro trimestre deste ano na relação anual, mostra o acerto da decisão de privatização do negócio, disse Ferreira.
Em teleconferência para comentar os resultados da companhia, o executivo disse que a estatal definiu separar o desempenho desse negócio exatamente por conta do plano do desinvestimento.
No critério gerencial, considerando o resultado das distribuidoras, a receita líquida caiu 1% para R$ 1,474 bilhão. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 1,123 bilhão, ante R$ 1,042 bilhão no mesmo período no ano passado e um prejuízo líquido das distribuidoras foi a R$ 1,435 bilhão, perda 19% superior ao visto um ano antes.
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