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Porto Alegre, terça-feira, 08 de novembro de 2016. Atualizado às 14h48.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Alterada em 08/11 às 15h49min

FGV: IPC-S deve fechar mês em 0,40%, com alimentos e combustível se estabilizando

A inflação de alimentos e do grupo Transportes caminham para um nível mais perto da estabilidade, o que irá permitir ao Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechar novembro em 0,40%, como previsto inicialmente. A avaliação é do coordenador do IPC-S da Fundação Getulio Vargas (FGV), Paulo Picchetti. A estimativa está bem perto da alta de 0,39% apurada pelo IPC-S na primeira quadrissemana do mês, após 0,34% no fechamento de outubro.
Apesar de alguns preços de alimentos estarem voltando a pressionar a inflação depois da forte queda recente, ainda devem continuar em um nível que não tende a incomodar tanto o IPC-S, afirmou. "Os in natura é que estão dando a tônica", disse.
As frutas continuaram com deflação na primeira leitura de novembro, de 0,17%, na primeira medição do mês, mas diminuíram a intensidade ante recuo de 2,87% no fim do mês passado. Ele citou como exemplo o declínio de 16,97% do mamão, após retração de 23,81%; e queda de 3,34% da banana prata, depois de variação negativa de 5,76%. "É uma devolução normal, depois da aumento expressivo seguido por forte queda", argumentou.
As hortaliças e legumes também estão com preços menos favoráveis. Passaram de uma variação positiva de 1,37% no fechamento de novembro para 2,39% na primeira quadrissemana de novembro. Nesse segmento, os destaques, disse, foram as altas de 6,37% da batata inglesa e de 0,29% do tomate. "A batata já está desacelerando o ritmo de elevação na ponta (pesquisa recente) e o preço do tomate está caindo mais de 10%", adiantou. Já na parte de laticínios, o leite longa vida permaneceu em queda, de 12,765, porém, menos significativa que a de 13,02%.
Na primeira quadrissemana deste mês, o grupo de alimentos registrou inflação de 0,06%, após deflação de 0,05% no encerramento de outubro. "A inflação de alimentos está caminhando para a estabilidade, salvo alguma surpresa", afirmou.
Os preços dos combustíveis também devem diminuir a velocidade de alta e ajudar a conter o IPC-S, segundo Picchetti. "Os preços de etanol e de gasolina subiram nessa leitura, mas já dão claro sinal de reversão na ponta", disse. Na primeira quadrissemana de novembro, o etanol ficou 5,72% mais caro (ante 5,11%) e a gasolina teve alta de 1,97% (ante 1,77%). A taxa do grupo Transportes saiu de 0,80% para 0,85% na primeira quadrissemana do mês.
Conforme o economista, mesmo o grupo Habitação, que pode ficar um pouco mais elevado nas próximas semanas, em razão da incorporação da bandeira amarela nas contas de luz desde o começo do mês, também não deve atrapalhar a dinâmica do IPC-S deste mês. O item energia elétrica já está sentindo os efeitos, ao passar de queda de 0,18% no fim de outubro para alta de 0,53%.
Além disso, ele acredita que o fim de subsidio da Petrobras paras as distribuidoras de GLP não deve encarecer o gás de cozinha. "Já tivemos aumentos este ano e agora o impacto dessa alta está diminuindo. Também pode ajudar o IPC-S não variar tanto este mês", completou.
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