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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de novembro de 2016. Atualizado às 18h10.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 07/11 às 19h13min

Melhora de humor com eleição nos EUA leva Bovespa a subir 3,98%

A Bovespa fechou em forte alta nesta segunda-feira (7), apoiada na melhora do humor do investidor estrangeiro diante do restabelecimento da confiança na vitória de Hillary Clinton na eleição à presidência dos Estados Unidos. O Índice Bovespa terminou o dia alta de 3,98%, aos 64.051,65 pontos. Foi a maior variação porcentual diária registrada desde 10 de maio. O pontapé para a melhora foi dado no domingo à tarde, quando o FBI descartou incriminar a candidata democrata no episódio da investigação de e-mails à época de sua gestão como secretária de Estado do país. Pesquisas indicando vantagem de Hillary sobre o republicano Donald Trump completaram esse quadro de maior apetite por risco, que beneficiou os mercados emergentes em geral.
O mesmo FBI que trouxe alívio aos mercados nesta segunda-feira foi quem gerou intranquilidade na semana passada, ao anunciar a reabertura das investigações contra a candidata democrata - a preferida nos mercados. A Bovespa teve queda de 4,23% no período, causada essencialmente pelas pesquisas de intenção de voto que sucederam a notícia da investigação. Os levantamentos mostraram empate técnico entre os dois candidatos, inclusive com Trump um ponto à frente. Hoje, os levantamentos voltaram a mostrar Hillary na liderança, com até seis pontos de vantagem.
Entre as ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, somente duas terminaram o dia em baixa. Entre as altas, chamaram a atenção as "blue chips" ligadas a commodities, como Petrobras, que dispararam 7,63% (PN) e 6,82% (ON). As da Vale também se destacaram, com ganhos de 7,03% (ON) e de 8,24% (PNA), impulsionando outros papéis da cadeia do aço. Entre os bancos, destaque para Banco do Brasil ON, que avançou 5,39%, também acima da média do Índice Bovespa.
Com o quadro internacional dominando a cena, houve pouco espaço para repercussão de questões domésticas. Num dia de noticiário escasso, ganhou atenção e algum desconforto as notícias sobre a colaboração entre o Grupo Odebrecht e a Lava Jato, que está na reta final. Confirmada a participação de 53 executivos em delação premiada e 32 em acordo de leniência, esse será o maior acordo já fechado pela operação da Polícia Federal.
Na última quinta-feira (3), quando o Ibovespa teve queda de 2,49%, os investidores estrangeiros tiraram R$ 777,249 milhões do mercado brasileiro. No acumulado de novembro, as retiradas de estrangeiros totalizam R$ 1,167 bilhão. Em outubro, houve ingressos de R$ 4,4 bilhões. Em 2016, a bolsa tem ingresso líquido de R$ 16,349 bilhões em recursos externos.
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