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Porto Alegre, domingo, 06 de novembro de 2016. Atualizado às 21h31.

Jornal do Comércio

Economia

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Contas Públicas

Notícia da edição impressa de 07/11/2016. Alterada em 06/11 às 21h49min

Estado busca soluções para energia e 13º

Norma do ONS pode prejudicar empreendimentos eólicos, diz Redecker

Norma do ONS pode prejudicar empreendimentos eólicos, diz Redecker


marco quintana/jc
Jefferson Klein
Integrantes do Executivo estadual pretendem ir nesta semana a Brasília para discutir questões como o 13º salário do funcionalismo e investimentos na área de energia. As agendas estão sendo combinadas ainda, mas um encontro já confirmado, para amanhã, às 17h, é o do governador José Ivo Sartori com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.
Segundo a assessoria de imprensa de Sartori, governadores foram convocados pela ministra, sem adiantamento de detalhes, para tratar de assuntos federativos. Além dessa pauta, o mandatário gaúcho tenta confirmar reuniões com o presidente Michel Temer e com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para solicitar auxílio quanto ao pagamento do 13º dos servidores.
Assim como Sartori, o secretário estadual de Minas e Energia, Lucas Redecker, também deseja encontrar-se com Padilha. O dirigente quer falar, principalmente, sobre a nota técnica 121/2016-r0, feita pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que pode, momentaneamente, atravancar investimentos de geração de energia no Estado. Pelo documento, o Rio Grande do Sul é considerado, por enquanto, sem capacidade de transmissão para escoar para outras regiões energia proveniente de novos projetos. Isso impedirá que empreendimentos eólicos, a serem instalados no Estado, participem de leilão de energia programado para acontecer em dezembro.
A reunião entre Redecker e Padilha está pré-agendada para quarta-feira. "Vamos buscar ter viabilidade (para participar da disputa), porque, conforme o que nos apresentaram alguns empreendedores eólicos, havia uma autorização prévia do ONS apontando que alguns complexos teriam capacidade de conexão na rede", diz o secretário. Redecker argumenta que, se isso for levado em consideração e houver uma reavaliação pelo Ministério de Minas e Energia e pelo ONS, alguns projetos, mesmo que poucos, poderão concorrer no certame. Caso contrário a expectativa é de que os investidores possam inscrever iniciativas em leilões que serão realizados a partir do 1º semestre de 2017.
O dirigente acrescenta que a participação de projetos gaúchos no leilão de energia do próximo mês ficou comprometida, pois obras de subestações e linhas de transmissão da Eletrosul no Rio Grande do Sul não foram concluídas. "Estamos, nesse caso específico, pagando o preço pelo atraso da empresa", aponta o secretário. De acordo com a assessoria de imprensa da Eletrosul, a estatal federal cumprirá o prazo estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a finalização dos empreendimentos acontecerá até o primeiro trimestre de 2019. Fontes que acompanham a situação acrescentam que a companhia também verifica problemas financeiros para desenvolver as obras, porém o grupo estaria prestes a fechar parcerias para conseguir os recursos necessários para concretizar os empreendimentos.
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