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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de novembro de 2016. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 04/11/2016. Alterada em 03/11 às 22h36min

Japoneses buscam garantias para térmica

Empresários do Japão reuniram-se com o governador José Ivo Sartori

Empresários do Japão reuniram-se com o governador José Ivo Sartori


Luiz Chaves/PALÁCIO PIRATINI/JC
Jefferson Klein
Um grupo de empreendedores japoneses, liderados pela companhia Tepco e que conta ainda com a PwC Japan e IHI, além da gaúcha Copelmi Mineração, está finalizando o estudo de viabilidade quanto à implantação de uma gigantesca termelétrica a carvão no Rio Grande do Sul. Porém, para a iniciativa seguir adiante, os investidores querem ter garantias de que o Brasil possibilitará o cenário apropriado para o desenvolvimento de usinas alimentadas por esse combustível fóssil.
"Para trazer esse tipo de investidores, é necessário que o governo federal dê o sinal que vai existir o espaço para o carvão", frisa o diretor de novos negócios da Copelmi, Roberto Faria. Dentro dessa estratégia de conseguir apoio político, nessa quinta-feira, empresários do grupo gaúcho e das companhias japonesas tiveram uma reunião, no Palácio Piratini, com o governador José Ivo Sartori e com o secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker.
Por enquanto, os empreendedores estão investigando a viabilidade técnica-econômica do projeto. A potência instalada da futura térmica não está definida, mas a perspectiva é que fique em torno de 1 mil MW (o que seria suficiente para atender a cerca de 25% da demanda média de energia elétrica do Rio Grande do Sul). O investimento em um complexo assim seria algo entre US$ 1,7 bilhão a US$ 2 bilhões.
Faria comenta que a tecnologia avaliada, a Ultra Super Critical (USC) coal-fired, aumenta a eficiência da planta, reduzindo as emissões de poluentes. O estudo está focado, neste momento, sobre os tipos e portes de equipamentos a serem utilizados, pois já foi constatado que o Estado possui carvão adequado para abastecer a usina. O levantamento, sobre a possibilidade do mineral gaúcho ser aproveitado para essa tecnologia, está sendo desenvolvido há mais de dois anos e deve ser finalizado no início de 2017. Após esse passo, os dirigentes da Tepco poderão recomendar ou não o investimento.
O diretor da Copelmi recorda que no ano passado foram enviados para o Japão 400 quilos de carvão para uma experiência inicial e ficou comprovado que o mineral, procedente da região do Baixo Jacuí, com beneficiamento, pode ser usado (o carvão de Candiota também foi testado, mas apresentou um teor de cinzas muito alto). Há cerca de três semanas foram encaminhadas mais cerca de 80 toneladas de carvão para testes de longa duração. A Copelmi seria a fornecedora de combustível para a nova usina.
Segundo Faria, estão sendo mantidas conversas com outros investidores japoneses para que integrem a ação. Também foram feitos contatos com o Banco de Cooperação Internacional do Japão (Jbic) para que a instituição financie a iniciativa, já que o Bndes tem limitado o repasse de recursos para o setor carbonífero. A expectativa é que o projeto concorra em um leilão de energia do governo federal a partir de 2018 e, saindo vencedor, possa iniciar a operação comercial por volta de 2024.
A iniciativa, acrescenta o executivo, encaixa-se no programa nacional de modernização do parque termelétrico brasileiro. Por sua vez, o secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, chama a atenção para a importância da diversificação das fontes energéticas. O dirigente ressalta que é preciso estimular as energias renováveis, como a solar e a eólica, mas também é necessário desenvolver a energia térmica para atender ao sistema elétrico quando o clima não é favorável.

Copelmi admite interesse em possível compra da CRM

Recentemente, o governador José Ivo Sartori declarou que não era papel do Estado fazer mineração e que a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) deverá entrar no que chamou de reforma administrativa. Na ocasião, agentes do setor carbonífero apontaram a Copelmi como provável interessada na compra da estatal, e a hipótese não foi desmentida.
O diretor de novos negócios da Copelmi, Roberto Faria, enfatiza que o grupo e a CRM são as mineradoras líderes de mercado no Estado e têm uma boa relação. "Claro, se o governo aprovar o processo de privatização, a Copelmi tem interesse em analisar compra ou parceria", adianta.
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