Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 03 de novembro de 2016. Atualizado às 10h38.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Conjuntura internacional

03/11/2016 - 11h11min. Alterada em 03/11 às 11h39min

BoE retira sinalização de mais estímulos no Reino Unido

Os britânicos decidiram em plebiscito deixar a União Europeia

Os britânicos decidiram em plebiscito deixar a União Europeia


LEON NEAL/AFP/JC
O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) retirou de seu comunicado uma sinalização sobre mais estímulos. Além disso, disse que os juros podem se mover "nas duas direções". Na avaliação desta quinta-feira (3) do BoE, a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, o chamado Brexit, deve ter um peso menos forte que o antes esperado sobre a economia do país.
Os dirigentes do banco central também advertiram que há "limites" para o quanto eles tolerarão que os preços superem a meta de 2%, sinalizando que podem estar preparados para elevar os juros se a forte desvalorização da libra impulsionar uma aceleração inflacionária mais rápida. Ainda assim, o BoE apontou que "acomodará" uma inflação temporariamente mais alta, já que juros mais altos afetariam o crescimento econômico e o emprego. Nesta quinta-feira, o BoE decidiu por unanimidade manter a política monetária, com taxa de juro de 0,25% e programa de compra de ativos em 435 bilhões de libras.
O BoE também divulgou projeções atualizadas. Para o próximo ano, prevê inflação de 2,7%, de 2,0% na previsão de agosto. A instituição projeta inflação também de 2,7% em 2018, acima da expectativa dos 2,4% de agosto. Para 2019, espera inflação de 2,5%, ainda acima da meta de 2%.
Segundo o BoE, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido deve crescer 1,4% em 2017, acima da expectativa de +0,8% em agosto, enquanto para 2018 a previsão foi para 1,5%, abaixo do 1,8% esperado na projeção de agosto - a redução nesse caso foi atribuída ao impacto da inflação sobre a renda real no país. Em 2019, a expectativa é de avanço de 1,6% na economia do Reino Unido.
A elevação na projeção de crescimento para 2017 ocorreu devido a uma queda menor no investimento depois da notícia de que o Reino Unido deve se separar da UE. Além disso, o banco central apontou que a desvalorização da libra gera um impulso maior para as exportações do país em 2017 e 2018. O BoE disse ainda que o impacto do Brexit na economia da UE tem sido "mínimo" até o momento. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia