Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 08 de novembro de 2016. Atualizado às 11h07.

Jornal do Comércio

Jornal da Lei

CORRIGIR

ESPECIAL

Notícia da edição impressa de 08/11/2016. Alterada em 08/11 às 12h07min

De olhos fechados para a ressocialização

Igor Natusch
O presidiário brasileiro, em geral, é pobre, negro, tem menos de 29 anos e abandonou a escola antes de completar o Ensino Fundamental. Em um cenário como esse, a entrada na prisão acaba sendo, muitas vezes, uma quase certeza de retorno. Os altos índices de reincidência, mais do que um indicativo preocupante para a segurança pública, são o sintoma final do fracasso sistêmico em quebrar um ciclo de preconceitos e privações e oferecer aos presos opções para começar uma nova vida.
Pela lei, a assistência ao preso e ao internado é um dever do Estado brasileiro, com objetivo de prevenir o crime e "orientar o retorno à convivência em sociedade". Entre as obrigações, está a instrução escolar e a formação profissional, além da progressão de pena e a assistência social no retorno à liberdade. A realidade, porém, é outra: há pouca oferta de emprego e salas de aula, há dúvidas sobre a melhor forma de promover o retorno gradual à sociedade, e as iniciativas de amparo ao ex-detento são insuficientes para diminuir a margem de retorno dos que já estiveram do lado de dentro dos muros.
O Jornal da Lei conversou com diferentes atores ligados à realidade prisional do Rio Grande do Sul, buscando mapear os vários obstáculos no caminho de um condenado em busca de ressocialização. O cenário que surge é de esforços e iniciativas positivas, mas que ainda estão longe de resolver a situação trágica que toma conta da maior parte do sistema carcerário gaúcho. 
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia