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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de outubro de 2016. Atualizado às 06h58.

Jornal do Comércio

Política

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SELO ELEIÇÕES

Notícia da edição impressa de 27/10/2016. Alterada em 27/10 às 08h03min

Corpo a corpo e busca de apoios marcam reta final da campanha

Marchezan participou de caminhada com militantes pelo Centro

Marchezan participou de caminhada com militantes pelo Centro


DIVULGAÇÃO/JC
Bruna Suptitz
O segundo turno da campanha eleitoral à prefeitura de Porto Alegre chega a seus últimos dias. Os candidatos Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB) dividem o tempo entre a gravação da propaganda eleitoral - que vai até amanhã -, atividades de rua e a conquista de apoios.
Líder nas pesquisas de intenção de voto, Marchezan tem insistido na apresentação de sua candidatura como o novo, em oposição ao vice-prefeito Melo, que integra o grupo que está à frente da administração municipal da Capital há 12 anos. Também tem exposto o apoio de Maurício Dziedricki (PTB), quarto colocado no primeiro turno e que agora apoia o tucano.
Dividindo suas atividades entre a campanha em Porto Alegre e o mandato de deputado federal em Brasília, Marchezan optou pelo corpo a corpo no Centro Histórico ontem. O candidato e seus apoiadores utilizaram, pela última vez nesta campanha, o espaço disponível à coligação na Esquina Democrática.
Ao meio-dia, ele liderou caminhada com a militância até o Largo Glênio Peres, ao lado do Mercado Público. Marchezan participou do ato, acompanhado pelo candidato a vice-prefeito em sua chapa, Gustavo Paim (PP), e do vereador eleito pelo PSDB, Ramiro Rosário, entre outras lideranças.
Atrás nas pesquisas, Sebastião Melo tem focado sua campanha na conquista de eleitores que votaram em branco, nulo ou em candidatos da esquerda - Raul Pont (PT) e Luciana Genro (PSOL), que somaram mais de 200 mil votos no primeiro turno.
Ontem, Melo também conseguiu formalizar os apoios do PCdoB e PMN a sua candidatura. No caso do PCdoB, que tinha composto a chapa de Pont no primeiro turno (com a vice Silvana Conti), a aliança para o segundo turno foi admitida em um encontro que reuniu a militância da sigla, lideranças de movimentos sociais, sindicais, artísticos e da academia. Originalmente, o ato foi concebido em desagravo à agressão sofrida pela deputada Juliana Brizola (PDT), vice na chapa de Melo.
Segundo o presidente municipal do PCdoB, Márcio Cabral, o episódio foi decisivo para que o PCdoB definisse apoio ao peemedebista no segundo turno das eleições. Cabral explica, sobre o apoio a Melo, que a sigla buscou "tornar público o que já vínhamos fazendo nesses dias", de orientar a militância a não votar nulo e contrários a Marchezan.
A vereadora de Porto Alegre Jussara Cony (PCdoB) é incisiva: "votar nulo não é protesto, é retrocesso". Seu argumento é que votar nulo é como anular a história da própria cidade, que ela define como referência mundial em democracia.
A deputada estadual Manuela d'Ávila (PCdoB), que também esteve presente no ato, manifestou-se sobre o apoio ao peemedebista a partir de sua conta na rede social Twitter. "No primeiro turno, a gente escolhe o projeto mais próximo de nossos sonhos e ideias. No segundo, tenta evitar o mais distante deles."
Entretanto, os representantes do PCdoB reforçam que o partido será oposição indiferente de quem vença o pleito. A orientação por não anular o voto é de que a atitude fortalece quem lidera as pesquisas, que atualmente é Marchezan. "Não é o projeto que participamos e não temos interesse nenhum em participar. Depois da eleição, é outra coisa", completa Jussara Cony.
O PMN também definiu apoio à candidatura de Melo. O partido já havia manifestado apoio a Marchezan, logo no início do segundo turno, mas mudou de posição após uma visita do peemedebista à sede estadual do partido na manhã de ontem.
O presidente estadual do PMN, João Carlos Rodrigues, que foi candidato no 1º turno e ficou em último lugar na disputa à prefeitura, informou que a mudança de orientação ocorreu, porque o partido acredita que Melo "tem experiência suficiente para bem administrar a cidade".
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