Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 19 de outubro de 2016. Atualizado às 23h30.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Câmara de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 20/10/2016. Alterada em 19/10 às 21h35min

Uber pode ser votado em três sessões no mesmo dia

Vereador Pujol alega que matéria já foi adiada por tempo demais

Vereador Pujol alega que matéria já foi adiada por tempo demais


ANTONIO PAZ/JC
Juliana Mastrascusa, especial para o JC
Para votar hoje todo o projeto referente à atuação de aplicativos para transporte privado de passageiros, os vereadores da Capital não descartam a realização de três sessões plenárias - uma pela manhã, outra à tarde, no horário normal, e a última pela noite. Segundo o líder da bancada do governo, Reginaldo Pujol (DEM), a apreciação da matéria já foi retardada demais por "necessidades lógicas", como o período eleitoral e a reforma do Plenário Otávio Rocha.
A votação já havia sido iniciada no dia 29 de setembro, quando os vereadores votaram apenas a emenda número 1, das 57 apresentadas. Pujol explica que é possível que a apreciação do projeto ocorra fora de ordem, votando, por exemplo, a emenda 26 antes da 18. "Algumas emendas que têm o conteúdo mais forte, uma vez aprovadas, prejudicam outras tantas", esclarece.
Fabio Sabba, porta-voz da Uber, critica a taxa fixa cobrada pela prefeitura na proposta original. No projeto apresentado pelo Executivo, o valor a ser pago mensalmente por veículo credenciado ao aplicativo é de R$ 182,50. Entretanto, algumas emendas apresentadas pelos parlamentares alteram o fator fixo para uma cobrança relacionada a quantidade e tempo de viagens. "O problema é uma taxa fixa, porque a plataforma pretende uma flexibilidade. Os motoristas que trabalham menos de 10 horas por semana poderiam ter que pagar para trabalhar", explica Sabba.
A bancada do PT defende um número máximo de dois condutores cadastrados por carro. O PDT propõe que o período para troca de carro dos motoristas seja igual ao previsto para táxis, de oito em oito anos.
Outro ponto polêmico tem relação ao emplacamento dos carros utilizados pelas empresas. A prefeitura apresenta que os automóveis sejam registrados apenas na cidade de Porto Alegre. "Defendo que os carros sejam do município, os interesses da cidade", explicou Idenir Cecchim (PMDB). Sabba afirma que a medida poderia barrar uma em cada três pessoas que trabalha para o aplicativo.
A Uber tem enviado mensagens aos motoristas chamando para acompanhar a votação na Câmara. Desde terça-feira, o aplicativo oferece uma opção aos usuários chamada "novo Uber". Quando selecionada, um aviso sobre a proposta aparece. "Se este projeto for aprovado, você pode esperar por um sistema muito ineficiente, com uma série de prejuízos."
Entre as consequências apontadas pela empresa, estão o possível atraso de até 15 minutos na chegada dos motoristas, aumento mais de 30% no valor das corridas, maior dificuldade de conseguir um carro nas horas de grande movimento e menos oportunidade de renda para os trabalhadores do serviço.
O esquema de segurança será o mesmo do dia 29 de setembro. Serão distribuídas senhas, a partir das 8h30min, para acesso ao Plenário Otávio Rocha e o público será dividido entre apoiadores do Uber e taxistas. A votação começa às 9h30min.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia