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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de outubro de 2016. Atualizado às 01h58.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2016

Notícia da edição impressa de 03/10/2016. Alterada em 03/10 às 01h40min

Mulheres precisam ampliar sua presença no poder

Lívia Araújo
Não é novo que mulheres concorram à prefeitura de Porto Alegre na cabeça de chapa, ainda que nenhuma tenha ainda se tornado chefe do Executivo na Capital até agora. Já entraram na disputa nomes como a deputada federal petista Maria do Rosário, em 2008; a deputada estadual Manuela d'Ávila (PCdoB), em 2008 e 2012, e Luciana Genro (PSOL), em 2008 e novamente neste ano.
No entanto, o pleito de 2016 teve um cenário diferenciado nas chapas concorrentes. Três das nove candidaturas ao Paço tiveram mulheres como vices, o que nunca tinha acontecido nas eleições municipais da cidade. O atual vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB) chegou ao segundo turno tendo em sua chapa Juliana Brizola (PDT) como vice. Raul Pont (PT) não teve a mesma sorte, e por isso sua vice, Silvana Conti (PCdoB), não será a outra vice a disputar o comando do Executivo. O vice do primeiro colocado no primeiro turno, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) é um homem, o advogado Gustavo Paim (PP).
Por fim, o candidato do PSTU, Júlio Flores, teve como companheira de chapa e partido a militante do movimento negro Vera Rosane.
A presença feminina na eleição majoritária também faz eco ao lento crescimento das mulheres na política representativa, e que ainda está sujeito a retrações em 2016. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, só há 31,6% de mulheres candidatas, número inferior ao pleito de 2012, de 32,8%.
A incidência das chamadas "candidaturas-laranja" - usadas apenas para cumprir a cota partidária - ainda é grande e torna baixa a proporção de mulheres à frente das prefeituras: 12% a partir de 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam). Segundo a socióloga Adriana Vale Mota, do Ibam, a "barreira dos 12%" é difícil de ser ultrapassada porque a dificuldade de ascensão política reside dentro dos próprios partidos: as candidaturas femininas são as que contam com menos recursos financeiros oriundos das próprias legendas. Em Porto Alegre, a evidência de nossas vices mostra que, aos poucos, esse cenário tende a mudar.
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